CRUZEIRO

Gestora do Cruzeiro avalia elenco para 2026, indica melhorias e surpresa com estrutura

Luiza Parreiras não participou da montagem de elenco do Cruzeiro para 2026, mas disse entender que se trata de um grupo 'mais qualificado'

Compartilhe
google-news-logo

Luiza Parreiras assumiu o cargo de gerente de futebol feminino do Cruzeiro em 28 de janeiro, ou seja, encontrou na Toca da Raposa 1, em Belo Horizonte, elenco pronto para a temporada que está prestes a iniciar – com direito a 11 trocas. Apresentada oficialmente, a dirigente avaliou o grupo, indicou melhorias e surpresa com a estrutura do clube estrelado.

O Cruzeiro definiu orçamento de R$ 16 milhões para a temporada. Assim, renovou vínculo com as atletas consideradas titulares, cumpriu as valorizações salarias previstas em contratos e incorporou 11 jogadoras ao grupo: a goleira Cláudia, a zagueira Tainara, as laterais Ketlin e Laura, as volantes Ana Flávia e Capelinha, as meio-campistas Mari Andrade e Rafa Levis e as atacantes Ravenna, Milena Ferreira e Millene Fernandes.

Paralelamente a isso, 11 atletas se despediram da Raposa. Não tiveram os vínculos renovados a goleira Taty Amaro, as zagueiras Camila Ambrózio, Layza e Gio Oliveira, a lateral-esquerda Clara, a lateral-direita Limpia Fretes, as volantes Monse Ayala e Tauane Zoio, a meio-campista Patrícia Sochor e a atacante Miriã. A zagueira Isa Haas foi vendida ao América do México por cerca de R$ 3,1 milhões – a segunda maior venda da história do futebol feminino nacional.

O que pensa Luiza Parreiras?

Na visão de Luiza Parreiras, o atual elenco é mais qualificado. Ela avalia que, com o apoio da estrutura do clube, tem capacidade de fazer campanha superior a do ano passado e seguir como protagonista. Em contrapartida, sente falta das categorias de base.

“Fiquei impressionada positivamente com toda a estrutura que tem hoje no Cruzeiro. Mas a gente tem que abrir uma ideia do trabalho da base para que, no futuro, tenha atletas subindo ao profissional. Já existiu a previsão orçamentária, montagem de elenco bem robusta. Entendo que é um elenco mais qualificado do que ano passado. Existe toda uma estruturação do departamento de saúde, fisiologia. Se estão traçadas essas metas desportivas, é porque são prováveis dentro da estrutura, tanto física quanto de pessoas, a qualidade da comissão técnica. É lógico que ajustes são necessários”

Luiza Parreiras, gerente de futebol feminino do Cruzeiro

As Cabulosas evoluem no âmbito desportivo ano após ano, desde 2019, quando o projeto saiu do papel. Nesse período, contribuíram para o desenvolvimento do clube Bárbara Fonseca (entre 2019 e 2025) e Kin Saito (entre 2022 e 2024).

“É resultado de um trabalho estruturado, de pessoas muito responsáveis e competentes”, pontuou Luiza Parreiras, que acredita que o Cruzeiro é um dos três melhores clubes no cenário nacional. Ela voltou a dizer que pretende contribuir para com melhorias, mas, dessa vez, não especificou quais.

“Hoje, na minha opinião, a gente tá entre os três melhores clubes do Brasil, tanto de resultado quanto de estrutura, de conquistar respeito, de ter conquistado a torcida, a imprensa, o interesse de vocês com o que é feito aqui no futebol feminino. Lá do Sul, acompanhava. Tive um cenário, experiência profissional muito positiva de estar no Rio Grande do Sul e poder fazer esse comparativo do que é feito aqui e do que é feito lá. De que os dois estados ainda precisam melhorar do ponto de vista do incentivo ao futebol feminino. A gente está em um caminho bacana, mas precisa melhorar”, prosseguiu.

Planejamento de 2027 começa agora

O elenco de 2026 não tem a identidade de Luiza Parreiras, mas a dirigente já enxerga a necessidade de pensar no grupo que representará as cinco estrelas no próximo ano, já que, em junho, algumas atletas podem assinar pré-contrato com outras equipes.

“Num primeiro momento, preciso e estou entendendo cada característica individual para, depois, pensar no coletivo. Muitas atletas conheço, algumas trabalharam comigo, seja em Minas ou no Rio Grande do Sul. Mas eu quero ouvir deles (profissionais do departamento) o motivo das escolhas, a carência, como o elenco foi formado, justamente porque não participei. Mas isso já é resultado desses planejamentos a longo prazo que cada vez mais são necessários no futebol feminino, pensar para frente”, pontuou.

Saídas são inevitáveis, assim como a atuação do Cruzeiro no mercado. Antes de determinar quais atletas ficam ou vão, a diretoria precisa de uma prova.

“A gente tem oportunidade de janela no meio do ano. Tem se tornado muito dinâmico, então a gente pode estar sujeito a saídas e negociações, acontece. Aí, é óbvio que a gente tem que estar atento ao mercado. Possibilidade de janela de meio do ano, assim como fazer planejamento de 2027 de elenco. O momento é agora. Se em junho atletas podem assinar pré-contrato, em janeiro a gente começa a fazer o trabalho de entender. É claro que a comissão espera um pouquinho para ver início de desempenho, Campeonato Brasileiro, comportamento”, finalizou Luiza Parreiras.

Compartilhe
google-news-logo