A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou o áudio do VAR que explica a decisão de não anular o primeiro gol do Grêmio na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético, nesse sábado (29/3), na Arena do Grêmio, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro.
Na origem do lance, que ocorreu aos 32 minutos do primeiro tempo, os jogadores do Galo pediram falta de Lucas Esteves em Natanael, mas o árbitro Raphael Claus deu continuidade à partida. Na checagem, realizada por Daiane Muniz, a árbitra confirmou que o atleta do imortal tocou apenas na bola e por isso validou o gol.
“Preciso ver se há o contato dessa chuteira com o jogador. Claus, o gol é limpo, revisão factual. O gol é legal, ok? O jogador do Grêmio joga a bola, não tem contato da chuteira dele com a cabeça do adversário”, disse Daniane a Claus.
O gol havia sido anulado por impedimento incialmente, mas o VAR também confirmou que a condição do atacante Arezo, autor do tento, era legal.
Cuca ouviu mesma explicação de Claus
Cuca revelou, durante entrevista coletiva, que conversou com Raphael Claus sobre o lance. A explicação do árbitro foi a mesma: se não houve toque, não há falta. O treinador, no entanto, discorda do critério e afirma que é natural o atleta mudar o movimento nesse tipo de situação.
“O primeiro gol foi jogada de falta. Eu até estava conversando com o Claus, e ele me falou que se não tiver contato não é falta. Eu joguei futebol muitos anos. Quando eu vou cabecear uma bola que vem, uma chuteira em minha direção, automaticamente eu vou tirar a cabeça, não vou conduzir a cabeça para bater no pé. Isso é automático do ser humano. E foi o que aconteceu com o Natanael na jogada. O pé alto é muito claro”, questionou Cuca.
O gol foi um baque para o Atlético na partida. O time já havia desperdiçado várias oportunidades e não conseguiu se recuperar.
Agora, o Galo volta às atenções para a Copa Sul-Americana. A estreia na competição será nesta terça-feira, às 21h30, contra o Cienciano-PER, no Estádio Inca Garcilaso, em Cusco.