O desempenho de Atlético e Palmeiras no empate por 2 a 2, nesta quarta-feira (28/1), na rodada de abertura do Campeonato Brasileiro, não convenceu o jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC. Em coluna no UOL, o analista destacou que, embora o confronto tenha sido movimentado, o nível técnico e a organização tática exibidos na Arena MRV ainda situam ambas as equipes em um degrau abaixo do principal protagonista do país nos últimos anos.
Para PVC, a fragilidade defensiva e a falta de uma identidade consolidada foram as tônicas da partida. O comentarista pontuou que os gols surgiram mais de falhas individuais e acasos, como o gol contra de Khellven e a hesitação do goleiro Carlos Miguel, do que propriamente de uma construção coletiva sólida.
“Nem o Palmeiras nem o Atlético estrearam como candidatos a maiores rivais do Flamengo”, sentenciou o jornalista.
Times em construção
A análise de PVC sugere que o “novo time” de Abel Ferreira e a estrutura montada por Jorge Sampaoli no Atlético ainda carecem de maturidade. No Galo, a aposta no sistema 4-2-3-1, com Victor Hugo atuando centralizado como terceiro homem de meio-campo, mostrou lampejos, mas não solidez, segundo o jornalista. Do lado paulista, mesmo com um primeiro tempo superior em finalizações, a forma de jogar ainda parece nebulosa.
“Não foi bom o resultado nem a atuação. Apesar do número de finalizações e da boa primeira etapa, o Palmeiras não conseguiu ainda demonstrar sua forma clara de jogar. O novo time ainda não nasceu”, analisou.