CRUZEIRO

Técnico do Botafogo prevê mudança de estratégia contra Cruzeiro: ‘Assumimos o risco’

Botafogo recebe Cruzeiro no Nilton Santos, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29/1), às 21h30, pela primeira rodada do Brasileiro

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O Botafogo finaliza a preparação para enfrentar o Cruzeiro no Nilton Santos, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (28/1), às 21h30, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Os titulares do Glorioso atuaram em dois compromissos pelo Campeonato Carioca e terão o primeiro grande desafio do ano diante da Raposa. Nesse cenário, o técnico Martín Anselmi prevê mudança de estratégia.

Confortável no Carioca, o Botafogo ocupa a liderança do Grupo B, com nove pontos, e está a um empate de avançar às quartas. O Glorioso estrou o elenco principal e o treinador já na terceira rodada do torneio – triunfo por 1 a 0 sobre o Volta Redonda e, depois, vitória por 2 a 0 diante do Bangu.

Em ambas as partidas, o Glorioso cedeu algum campo para o adversário. A ideia de Martín Anselmi? Ter espaço para a transição no momento em que recuperar a bola: “No futebol, é impossível controlar tudo. Quando está jogando com um oponente que defende num bloco baixo, como aconteceu hoje, obviamente, o espaço favorece ao oponente, porque tem muito espaço para conquistar”.

O comandante se prepara para sofrer mais diante do Cruzeiro. A intenção, como detalhada por ele, é pressionar no campo rival e atrapalhar a troca de passes, não permiti-la para avançar com velocidade. O método pode prejudicar a recomposição defensiva, mas Martín Anselmi pretende ‘assumir o risco’ para ‘ser protagonista’.

“Quando você enfrenta uma equipe mais forte, o jogo se desenrola de outra forma. O importante é que, quando o Cruzeiro, ou quem quer que seja, tem a bola, nossa pressão, nossa defesa e nossa recuperação de bola têm que ser boas. Em uma perda, com o campo aberto, é difícil defender, mas assumimos o risco, porque gostamos de jogar no campo rival e de ser protagonistas. Quanto melhor é o oponente, mais difícil”

Martín Anselmi, técnico do Botafogo

“Quando jogo chega ao final, ficamos sem energia e vamos juntando um pouco mais em blocos baixo ou médio, porque estamos tentando arrematar o jogo. Porque fizemos muito desgaste, mas, obviamente, melhor oponente é mais difícil. Mas temos que seguir com essa intensidade, temos que seguir defendendo bem, de forma organizada, e, quando perdermos a bola no campo rival, temos que saber como recuperar para estar fechados e defender a nossa baliza”, completou o treinador.

Cruzeiro pretende dar resposta à torcida

A Raposa inicia a trajetória na Série A com necessidade de dar uma resposta à torcida. Isso porque, mesmo tendo a base do ano passado, o clube mineiro não engrenou no Estadual e ocupa a segunda colocação do Grupo C, com seis pontos – ou seja, neste momento, não avança ao mata-mata. Em cinco duelos no torneio, Tite utilizou a equipe principal duas vezes: na goleada por 5 a 0 sobre o Uberlândia e na derrota por 2 a 1 para o Atlético.

Para o embate no Brasileiro, o Cruzeiro carrega retrospecto interessante: não perde para o Botafogo há quase 10 anos, desde 11 de setembro de 2016 – vitória do clube carioca por 2 a 0, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 24ª rodada do Brasileiro. Nos próprios domínios, o Glorioso não triunfa diante da Raposa desde 29 de outubro de 2011 (1 a 0), pela 32ª rodada da Primeira Divisão.

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