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Cruzeiro: Fabrício Bruno sai em defesa Tite e vê justiça em vaias ao time

Cruzeiro perdeu para Coritiba por 2 a 1, nessa quinta-feira (5/2), no Mineirão, e ouviu vaias e xingamentos - esses direcionados ao técnico Tite

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Noite de pesadelo para o Cruzeiro, que até inaugurou o placar, mas viu o Coritiba ser mais eficaz, virar e vencer por 2 a 1, nessa quinta-feira (5/2), pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Depois do embate, o zagueiro Fabrício Bruno saiu em defesa do técnico Tite, xingado pela torcida no Mineirão, em Belo Horizonte, entendeu as vaias ao grupo e indicou problema do elenco.

Fabrício Bruno acredita que a falta de ritmo de jogo tem prejudicado o desempenho do Cruzeiro, além da sequência de jogos na temporada. Ainda assim, admitiu atuações abaixo. Na visão do defensor, a Raposa perdeu uma das principais características: a letalidade.

“Acaba que, nesses momentos, vem tudo à tona. Talvez o time tenha falta de ritmo, a gente concorda, a temporada encavalou jogos, faz um mês que a gente voltou a jogar e tem duas competições simultâneas. O que a gente tem que fazer é trabalhar, ser mais competitivo, ser letal. Uma das coisas que a gente fez ano passado no nosso estádio foi ser letal nos primeiros 20 minutos de jogo. E a gente não está conseguindo ser. A gente sendo penalizado pelos gols que não faz e sofrendo”, iniciou o zagueiro em entrevista ao SporTV.

Para sair do que chamou de “turbulência”, Fabrício Bruno declarou que o elenco precisa se manter firme psicologicamente e fisicamente. Ainda se apegou no cenário da temporada anterior, quando o Cruzeiro iniciou mal a temporada, mas conseguiu se reerguer e encerrou o ano como um dos protagonistas.

“É ter resiliência. No ano passado, nesse mesmo período, a gente passou pela mesma turbulência e, no fim, se sobressaiu. Fico chateado, porque sou um torcedor aqui”, seguiu.

‘Vaias justas’

Ao fim do duelo com o Coritiba, parte da torcida do Cruzeiro vaiou o elenco. A reação dos cruzeirenses é considerada justa por Fabrício Bruno. O defensor ainda mencionou o investimento de Pedro Lourenço, sócio majoritário da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do clube estrelado. Novamente, indicou um caminho para a retomada.

“As vaias são justas pelo desempenho. O torcedor quer ver resultado, e pelo elenco que a gente tem, pelo todo, pelo que faz o presidente Pedrinho. Ele e o torcedor estão certos em cobrar desempenho. Ele investe no clube e quer desempenho, o que a gente não está tendo. É ter resiliência, falar pouco e trabalhar mais para voltar aos caminhos da vitória e àquele time que teve sucesso”.

Em defesa de Tite

Tite foi alvo direto da torcida. Durante a segunda etapa da derrota para o Coxa, o treinador ouviu os seguintes gritos: “Ei, Tite, vai tomar no c*” e “Adeus, Tite”. Fabrício Bruno garantiu que trabalho não falta e pregou confiança no comandante, reforçando que mudanças no futebol demandam tempo.

“O ambiente é o melhor possível. A gente trabalha, se dedica para vir e entregar resultados. Acaba que as coisas não estão acontecendo… A gente tem plena confiança no trabalho do professor. É uma metodologia diferente da que a gente vinha praticando. Por mais que o torcedor não tenha a convicção de que, no futebol, as coisas levam tempo”

Fabrício Bruno, zagueiro do Cruzeiro
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