Presidente do Flamengo entre 2013 e 2018, Eduardo Bandeira de Mello pretende retornar ao clube. Com apoio do também ex-presidente Márcio Braga, político de 70 anos formará chapa para derrotar Rodolfo Landim em eleição marcada para dezembro de 2024.
Mesmo a mais de um ano do pleito, dirigentes já se organizam nos bastidores do Rubro-Negro. No fim de setembro, o Conselho Deliberativo do Flamengo comunicou a extinção da emenda que proibia a presença de pessoas com cargos eletivos nas eleições presidenciais. Desta forma, Bandeira de Mello, deputado federal (PSB), está livre para entrar na disputa.
Na última segunda-feira (2/10), ele se encontrou com Márcio Braga, que já apoiou Rodolfo Landim. Juntos, os dirigentes discutiram o lançamento de uma chapa para fazer oposição ao atual presidente Rubro-Negro.
Eduardo Bandeira de Mello no Flamengo
Eduardo Bandeira de Mello presidiu o Flamengo entre 2013 de 2018. Naquele período, o clube não teve grandes realizações dentro de campo. Em cinco anos, o Rubro-Negro conquistou dois Campeonatos Carioca (2014 e 2017), duas Taças Guanabara (2014 e 2018) e uma Copa do Brasil (2013).
Por outro lado, o trabalho do ex-presidente, formado em Administração na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi marcado positivamente pela gestão financeira. Em 2017, ele reduziu a dívida do Flamengo para R$ 360 milhões. Em 2012, o valor chegava a R$ 750 milhões.
Tragédia no Ninho do Urubu
Bandeira de Mello é um dos réus da tragédia do Ninho do Urubu. Em 8 de fevereiro de 2019, um incêndio no alojamento das categorias de base do clube matou 10 adolescentes e feriu gravemente três.
Em agosto deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro ouviu o deputado e outros sete réus – Antonio Marcio Mongelli Garotti, Claudia Pereira Rodrigues, Danilo da Silva Duarte, Edson Colman da Silva, Fábio Hilário da Silva, Marcelo Maia de Sá e Weslley Gimenes.