FUTEBOL INTERNACIONAL

Dono do Manchester United lamenta ‘escolha de palavras’ em fala sobre ‘colonização por imigrantes’

Dono do United, Jim Ratcliffe é partidário do Breixt e simpatizante do líder anti-imigração Nigel Farage

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O britânico Jim Ratcliffe, fundador do grupo Ineos e coproprietário do Manchester United, declarou nesta quinta-feira (12/2) lamentar a polêmica em torno das próprias declarações sobre um Reino Unido “colonizado por imigrantes”, pedindo desculpas pela “escolha de palavras”, sem mudar sua posição.

“Lamento que a escolha de palavras tenha ofendido algumas pessoas no Reino Unido e na Europa e tenha gerado mal-estar, mas é importante levantar a questão de uma imigração controlada e bem gerida, em apoio ao crescimento econômico”, escreveu o dirigente de 73 anos em um comunicado.

Ratcliffe afirmou que quis “insistir na necessidade de que os governos gerenciem os desafios migratórios em relação ao investimento em competências, indústria e emprego, para que a prosperidade a longo prazo seja compartilhada por todos”.

Contexto político e alinhamentos de Ratcliffe

O empresário, um partidário do Brexit que mora em Mônaco e simpatizante do líder anti-imigração Nigel Farage, gerou polêmica na quarta-feira após a divulgação de uma entrevista na Sky Sports, na qual citava um Reino Unido “colonizado por imigrantes”.

O bilionário criticou “uma economia com nove milhões de pessoas que recebem auxílios sociais e um fluxo maciço de imigrantes”, apoiando-se em estatísticas demográficas errôneas para sustentar sua teoria.

Reação de torcedores e do cenário político

A entrevista provocou uma forte reação, sobretudo entre os torcedores do Manchester United e até na esfera política.

O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, pediu que Ratcliffe se retratasse pelas declarações “ofensivas e errôneas”.

O prefeito trabalhista da Grande Manchester, Andy Burnham, somou-se às críticas nesta quinta-feira no X.

“Pedir para limitar os fluxos migratórios é uma coisa, mas retratar quem vem para cá como uma força invasora hostil é outra. É impreciso, insultante e incendiário, e deveria ser retirado”, afirmou o político.

A associação Kick It Out (“Expulse-o”, em tradução livre), que combate a discriminação no futebol inglês, também criticou as declarações “vergonhosas”, que “semearam divisão em um momento em que este esporte contribui tanto para unir as comunidades”.

A organização também denunciou os “números imprecisos que mencionou” e lembrou que “o Manchester United conta com uma torcida muito diversa e joga em uma cidade cuja história cultural foi enriquecida pelos imigrantes”.

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