Apenas um clube do Campeonato Mineiro ainda não é uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Destaque da competição, a URT, time tradicional de Patos de Minas, funciona como associação e é gerida por diretores e conselheiros. A equipe depende de receitas próprias e apoio local.
A URT está na liderança do Grupo A, com oito pontos e tem a segunda melhor campanha do Mineiro. Com 67% de aproveitamento, perde apenas para o América, que tem o mesmo rendimento, mas fica à frente no saldo de gols – 4 a 3.
A campanha surpreende, já que a URT retornou à Primeira Divisão do Estadual depois de quatro anos. Em 2025, conquistou o acesso e ficou com o vice-campeonato do Módulo 2. O North, que também subiu, foi o campeão do torneio.
No Mineiro, a equipe do interior busca bons resultados na competição e tem como principal objetivo a permanência na elite do Estadual. Posteriormente, a meta passa a ser a classificação para o Troféu Inconfidência, o que possibilitaria a disputa por uma vaga no Campeonato Brasileiro Série D de 2027 e, consequentemente, um calendário cheio na próxima temporada.
SAFs do Mineiro
Dos 12 times no Mineiro, a URT é a única que ainda não virou SAF. A equipe conta com dirigentes à frente do clube, como o executivo de futebol Eduardo Dutra.
Os outros 11 participantes do Mineiro já se tornaram clube-empresa e, por isso, podem vender as ações do clube para atrair investimentos externos.
O último que concretizou a transição foi o Democrata-GV, que encaminhou a venda das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube para Gustavo Perrella, filho de Zezé Perrella, ex-presidente do Cruzeiro.
Em 2025, a maioria dos clubes que jogou o Estadual já eram empresas – na época, foi o primeiro torneio do Brasil a ter mais SAFs que associações na história.