O empate entre Atlético e Tombense na Arena MRV, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro, deixou um gosto amargo na torcida e uma pulga atrás da orelha de Jorge Sampaoli. Em coletiva de imprensa neste domingo (18/1), o técnico argentino não fugiu dos questionamentos sobre o mercado e reforçou que o nome de Lucas Assadi ainda é uma prioridade pessoal, apesar do recente balde de água fria nas negociações.
Mesmo após o diretor de futebol Paulo Bracks ter sinalizado que a novela havia chegado ao fim na última quarta-feira (14/1) devido à recusa da Universidad de Chile, Sampaoli manteve o tom de esperança.
“Eu creio que o Lucas é um jogador que nós monitoramos e elegemos. O clube está tentando e vendo a maneira se tem a possibilidade de trazê-lo”, afirmou o treinador, em coletiva de imprensa na Arena MRV.
Para o técnico, a busca por soluções não deve cessar enquanto a janela estiver aberta, especialmente para sanar o problema que mais o aflige no momento, a eficiência ofensiva. “Creio que o que mais preocupa é a falta de gol”, pontuou o comandante.
Impasse financeiro
A insistência de Sampaoli esbarra em valores que, até o momento, não convergem. Enquanto a Universidad de Chile mantém o pé firme no pedido de 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 31,4 milhões), a última investida do Galo parou na casa dos 2,2 milhões de euros. O abismo financeiro é o que separa o desejo do técnico da realidade do clube, que já investiu em nomes como Alan Minda e Maycon para esta temporada.
Opções internas
Enquanto o treinador aguarda por um desfecho positivo sobre o jovem chileno de 22 anos, ele precisa ajustar o time com as peças que já possui no elenco. O setor de criação do Galo conta com nomes como Gustavo Scarpa, Bernard e Reinier, mas o faro de gol e a verticalidade de Assadi, que somou 16 participações diretas em gols no último ano, parecem ser a peça que Sampaoli acredita faltar no tabuleiro tático do Atlético.