CRUZEIRO

Cruzeiro aposta em Tite para quebrar histórico recente de saídas

Nas últimas três temporadas, Cruzeiro trocou de técnico logo nos primeiros meses, medida que atrapalhou o desenvolvimento do elenco

Compartilhe
google-news-logo

Tite se prepara para o primeiro jogo como técnico do Cruzeiro. Depois de ficar um ano e quatro meses sem atuar, o gaúcho retoma a carreira com ambição de cumprir pessoais e fazer a Raposa atingir os seus objetivos.

Mas Tite terá que contrariar um histórico recente do Cruzeiro para ter continuidade no cargo. Em 2023, 2024 e 2025, o clube celeste trocou de técnico logo no início da temporada.

Pezzolano se demitiu do Cruzeiro em março de 2023

No primeiro ano da série, Paulo Pezzolano pediu demissão após o Campeonato Mineiro. Ele já queria sair do clube desde o início da temporada anterior, mas cedeu à pressão da antiga diretoria celeste, comandada por Ronaldo Nazário, e ficou no cargo por mais alguns meses.

Com a eliminação na semifinal do Campeonato Mineiro, para o América, o uruguaio se despediu do Cruzeiro em março de 2023.

Pezzolano não era estreante na função, pois havia treinado o Cruzeiro em todo ano de 2022, ano do título à Série B. Em 2023, foram só 10 partidas – três vitórias, três empates e quatro derrotas (40% de aproveitamento).

Larcamón foi demitido do Cruzeiro em abril de 2024

Já em 2024, foi o Fenômeno quem optou pela troca de comandante. O ex-dono da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Cruzeiro demitiu o argentino Nicolás Larcamón em abril de 2024.

A Raposa iniciou aquela temporada com dois baques: a eliminação para o Sousa, da Paraíba, na primeira fase da Copa do Brasil; e a derrotada de virada para o Atlético (3 a 1), em casa, na decisão do Campeonato Mineiro.

Essa sequência de tropeços em jogos decisivos custou o cargo de Larcamón. O treinador estava no Cruzeiro há três meses apenas quando foi demitido. Ele comandou o time em 14 jogos – sete vitórias, quatro empates e três derrotas (59,5% de aproveitamento).

Fernando Diniz foi demitido do Cruzeiro em fevereiro de 2025

A demissão mais rápida dos últimos anos foi a de Fernando Diniz. O técnico chegou ao Cruzeiro na reta final de 2024, quando quase foi demitido após perder a final da Copa Sul-Americana, para o Racing (3 a 1), e não classificar à Copa Libertadores.

Depois de afirmar em entrevista coletiva que estava sabendo que seria despedido por meio da imprensa, Diniz se reuniu com a diretoria do Cruzeiro, já chefiada por Pedro Lourenço, e chegou a acordo para continuar no cargo em 2025.

Esse cenário, porém, mudou drasticamente no início do ano passado. Diniz foi demitido com cinco jogos, sendo que dois eram amistosos de pré-temporada (1 a 1 com São Paulo e 0 a 0 com Atlético).

No Campeonato Mineiro, o técnico não conseguiu fazer o time engrenar nas primeiras rodadas e teve uma vitória, um empate e uma derrota. Com isso, foi demitido após cinco partidas – venceu uma, empatou três e perdeu uma (40% de aproveitamento).

Compartilhe
google-news-logo