O lance envolvendo o lateral-esquerdo Kaiki e o atacante Bernard na grande área celeste durante derrota do Cruzeiro por 2 a 1 para o Atlético, nesse domingo (25/1), pela quinta rodada do Campeonato Mineiro, segue em pauta. A instrutora de arbitragem Ana Paula Oliveira, ex-árbitra e ex-presidente da comissão da arbitragem paulista, defendeu a decisão do árbitro Davi de Oliveira Lacerda, que mandou a partida seguir.
Aos 47 minutos do primeiro tempo, Bernard recebeu lançamento na ponta direita e cortou Kaiki. Os atletas se chocaram na grande área da Arena MRV, em Belo Horizonte, e o atleticano caiu alegando pênalti. Em campo, Davi de Oliveira Lacerda não marcou. Ele também não recebeu sugestão do VAR para revisar o lance.
A partir dali, iniciou-se uma confusão entre jogadores de Cruzeiro e Atlético, e a partida ficou parada por alguns minutos. Depois de conversar com os capitães, Lucas Silva, da Raposa, e Hulk, do Galo, o árbitro deu andamento ao confronto.
Análise de Ana Paula Oliveira
Ana Paula Oliveira alegou que Kaiki não se colocou à frente do Bernard, apenas parou para ocupar espaço. Na concepção da instrutora de arbitragem, Bernard quem entrelaça os braços no defensor cruzeirense.
“Olha que interessante, o Bernard arranca, dribla e Kaiki para e abre o braço. Pênalti ou não? Vou dizer para vocês: não pênalti. Porque ele não se coloca na frente do Bernard. Ele simplesmente para e ocupa espaço. Ele, como defensor, tem direito de fazer isso. E o Bernard vai ao encontro dele, inclusive utiliza de seu braço para entrelaçar o braço do Kaiki, que fica parado. O árbitro corretamente nada marca, e o VAR confirma a decisão”
Ana Paula Oliviera, ex-árbitra
A profissional ainda explicou em qual ocasião assinalaria pênalti: “Se o Bernard tenta sair e o Kaiki desloca o braço para impedir a passagem”.
PC de Oliveira discorda
Rogério Corrêa, narrador do embate na Globo, repassou a análise de Paulo César de Oliveira, comentarista de arbitragem. Ele se opôs à decisão de campo: “Segundo PC, não teve disputa de bola. Kaiki impediu a passagem do Bernard. Obstrução com contato físico dentro da área é pênalti. É a opinião do nosso comentarista de arbitragem”.
Atlético promete agir na CBF
Chief Sports Officer (CSO) do Atlético, Paulo Bracks tratou o lance como “escandaloso” e prometeu levar a discussão à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“Mais uma vez a arbitragem interferiu diretamente no jogo. Mesmo com a nossa vitória importantíssima no clássico, nós não podemos deixar de destacar o absurdo que foi o pênalti no Bernard. O pênalti foi escandaloso ao nosso ver, não tem disputa de bola. E é impossível não demonstrar preocupação às vésperas do início do Campeonato Brasileiro. E por essa razão amanhã estarei na CBF para tratar desse assunto de forma direta com a comissão de arbitragem”, disse o dirigente.
Ele também se queixará de um tento anulado no empate por 1 a 1 com o América, pela quarta rodada do Mineiro: “Na quarta-feira(21/1), contra o América, nós fomos prejudicados pela arbitragem, um gol legítimo do Coelho anulado que nos dava, naquela altura do jogo, outra virada. E optamos por não falar naquele momento, para não mascarar os erros nossos da partida, do empate, e transferir responsabilidade”.