O caminho para o heptacampeonato do Cruzeiro na Copa do Brasil ganhou contornos financeiros oficiais nesta quarta-feira (4/2). A CBF detalhou as cifras da edição de 2026, consolidando o torneio como o mais rentável do calendário nacional.
Para o Cruzeiro, a busca pelo título vale um aporte que pode ultrapassar a marca dos R$ 90 milhões
Diferente de boa parte dos competidores, o Cruzeiro desfruta de uma posição privilegiada no regulamento. Por ser um dos integrantes da Série A, o clube mineiro salta as quatro etapas iniciais e debuta diretamente na quinta fase. Essa vantagem estratégica poupa o elenco de viagens desgastantes no início da temporada e garante, de imediato, uma cota de participação milionária.
O mapa da mina celeste
Ao entrar em campo nos dias 22 ou 23 de abril para o jogo de ida da quinta fase, o Cruzeiro já assegura R$ 2 milhões. A partir daí, cada avanço no chaveamento representa um salto significativo nos cofres da Toca da Raposa II.
Caso mantenha a tradição de “Rei de Copas” e alcance a inédita final em jogo único, o clube poderá acumular valores impressionantes.
Confira a progressão financeira prevista:
- Estreia (5ª fase): R$ 2 milhões
- Oitavas de final: R$ 3 milhões
- Quartas de final: R$ 4 milhões
- Semifinal: R$ 9 milhões
- Título: R$ 78 milhões (ou R$ 34 milhões em caso de vice-campeonato)
No cenário de conquista do troféu, o montante total acumulado pelo Cruzeiro chegaria a R$ 96 milhões.
Mesmo se encerrar a jornada com a medalha de prata, o faturamento total seria de expressivos R$ 52 milhões.
Logística e sorteio
A caminhada celeste começará com um duelo de ida e volta. Por estar entre os melhores ranqueados, o Cruzeiro figurará em um pote específico no sorteio, enfrentando adversários teoricamente mais frágeis vindos das fases anteriores. A CBF projeta os confrontos decisivos para as semanas de 22 de abril e 13 de maio.
Com o novo formato de 126 clubes e 155 partidas, a entidade busca ampliar a visibilidade comercial da competição.