O Cruzeiro ajusta os últimos detalhes para estrear no Grupo E da Copa Sul-Americana. Nesta terça-feira (1º/4), a partir das 19h, enfrenta o Unión, equipe que foi algoz do Atlético há cinco anos. No Estádio 15 de Abril, em Santa Fé, mesmo palco da partida celeste, o time argentino construiu resultado que eliminou o Galo. O No Ataque relembra, a seguir, o amargo momento.
Vexame no jogo de ida
Em 6 de fevereiro de 2020, quando o formato do torneio continental ainda não envolvia fase de grupos, o Atlético, comandado por Rafael Dudamel, decepcionou a torcida alvinegra em encontro com o Unión, pelo jogo de ida da primeira rodada. Ter mais posse de bola nada significou quando a defesa bateu cabeça e o ataque foi inoperante – desperdiçando pênalti, inclusive.
Os donos da casa abriram o placar logo aos dois minutos, quando o centroavante Walter Bou se livrou do zagueiro Gabriel e balançou a rede. Depois de tanta insistência, o Unión ampliou: aos 42 minutos, Cabrera recebeu em contra-ataque e disparou no ângulo.
A temperatura dos argentinos não caiu após o intervalo. Aos seis minutos da segunda parcial, Carabajal passou como quis por Réver e anotou o terceiro. Na sequência, quase ampliaram a goleada. Preferiram, então, segurar o resultado. O Atlético, por sua vez, assumiu o controle de bola, mas de forma completamente inofensiva. Apenas aos 45 minutos conquistou uma grande oportunidade em pênalti favorável. Allan, entretanto, viu o goleiro Moyano acertar o canto e defender. Àquela altura, o clube sequer imaginava como o gol perdido faria falta.
Início esperançoso e queda dolorida
Cerca de duas semanas depois, em 20 de fevereiro, quase 17 mil torcedores marcaram presença para apoiar o Galo em busca de virada. O início fervoroso fez todos acreditarem que seria possível. Aos 15 minutos, Otero finalizou de fora da área e acertou o alvo. Aos 26, Hyoran cobrou pênalti com sucesso e ampliou o marcador. O Atlético seguiu superior no restante da partida, apesar de ter tomado alguns sustos. Entretanto, quando o árbitro Nicolas Gallo indicou o fim do confronto, faltou aquele tento desperdiçado.
Sequência instável e adeus de Dudamel
O Galo mal havia se recuperado da queda na Sul-Americana quando precisou lidar com outra derrapada. Em 26 de fevereiro, visitou o Afogados no Vianão, em Afogados da Ingazeira, pela segunda fase da Copa do Brasil, empatou por 2 a 2 no tempo regulamentar e perdeu a disputa de pênaltis por 7 a 6.
Na madrugada após a eliminação, Sérgio Sette Câmara, à época presidente, demitiu Dudamel, além do diretor de futebol Rui Costa, do gerente de futebol Marques e de quatro integrantes da comissão técnica (o auxiliar Marcos Mathías, o preparador físico Joseph Cañas, o analista de desempenho Rodrigo Piñón e o coach motivacional Jeremias Álvarez).
Celebrado pela torcida, Dudamel havia desembarcado em Belo Horizonte em 6 de janeiro. Venceu quatro jogos, empatou outros quatro e perdeu dois, o que configurou aproveitamento de 53,33%.
Unión tem tradição na Sul-Americana?
Primeiro adversário do Cruzeiro, o Unión de Santa Fe não tem tradição na Sul-Americana. Inicia, agora, a quarta participação na competição. Em 2019, ficou pelo caminho ainda na primeira fase, quando perdeu disputa de pênaltis para o
Independiente del Valle-EQU. Em 2020, depois de eliminar o Atlético, caiu nas oitavas de final para o Bahia. Em 2022, classificou-se ao mata-mata, mas também deu adeus nas oitavas, diante do Nacional-URU.