O Dia Mundial da Conscientização do Autismo foi assunto nas redes sociais de clubes do futebol brasileiro nesta quarta-feira (2/4). Várias equipes publicaram mensagens de inclusão e respeito a pessoas que estão no espectro.
O Cruzeiro exibiu uma luva do goleiro Cássio com o desenho de um quebra-cabeça colorido – um dos símbolos do autismo. “‘Vivenciar o mundo de forma única”. Maria Luiza, filha do camisa 1, está no Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O Atlético compartilhou uma arte de várias peças formando o desenho do Galo. “Que o nosso preto e branco se junte às cores da causa de uma sociedade mais justa”.
Já o América ressaltou o compromisso de “buscar uma sociedade melhor e com celebração das diferenças”.
Flamengo, Corinthians, Fluminense, Botafogo, São Paulo, Fortaleza, Bahia e Grêmio também repercutiram o Dia do Autismo.
Entre os jogadores, Cássio se manifestou no Instagram, assim como o meio-campista Filipe Machado, ex-Cruzeiro e atualmente no Coritiba.
Veja algumas publicações
O Transtorno do Espectro Autista
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância. Pessoas no espectro podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipersensibilidade sensorial.
“O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por desafios na comunicação, interação social e padrões de comportamento repetitivos e restritos. O termo “espectro” é utilizado porque o autismo pode se manifestar de diferentes formas e em diferentes graus de intensidade. Algumas pessoas podem ter dificuldades severas na comunicação verbal e na interação social, enquanto outras apresentam habilidades avançadas em áreas específicas, como matemática, música ou memorização”, detalha a psicóloga Gisele Moraes Silveira Guilhermino, docente do Centro Universitário UniBH, em entrevista ao jornal Estado de Minas.
Número de autistas no mundo
Nos últimos anos, o Brasil tem testemunhado um aumento significativo nos diagnósticos de TEA. Esse fenômeno é atribuído, em grande parte, ao maior acesso à informação e à conscientização sobre o autismo. Com a disseminação de conhecimentos por meio da internet e das redes sociais, mais pessoas passaram a reconhecer os sinais, levando a um número crescente de diagnósticos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas são autistas no mundo. Com esses dados, é necessário trazer visibilidade sobre o transtorno a fim de tornar a sociedade mais consciente, menos preconceituosa e mais inclusiva.
Nos Estados Unidos, a prevalência para o autismo é de 1 para 36, de acordo com dados do Centro de Controle de Prevenção de Doenças (CDC). No Brasil, que ainda não conta com estatísticas próprias, estima-se que cerca de 6 milhões de pessoas são autistas.
Com informações do jornal Estado de Minas e do site Autismo e Realidade