O ex-zagueiro Dedé aprovou Jorge Jesus como substituto de Dorival Júnior na Seleção Brasileira. Na opinião do ex-jogador de 36 anos, o treinador português administraria o elenco verde-amarelo com ‘pulso firme’ e não se importaria com o status de um jogador para escalar a equipe.
“Jorge Jesus é um bom treinador. Ele teria um destaque muito bom na Seleção por colocar o jogador no seu devido lugar, independentemente de nome, status. É um cara que tem a personalidade dele, briga. Foi assim no Flamengo. Os jogadores falavam que, se não cumprisse as regras dele, estava fora. A Seleção precisa muito disso”, comentou o ex-zagueiro do Cruzeiro, em entrevista à ESPN, nesta quarta-feira (2/4).
Dedé também comentou o que esperar da relação entre Neymar e Jorge Jesus. O português foi apontado como um dos motivos para o atacante deixar o Al Hilal e retornar ao Santos, no início deste ano.
“Não sei se teve alguma coisa do Jesus em relação ao Neymar, foca do dia a dia, rusga. Ele é um bom treinador. É um bom nome pelo jeito dele, não taticamente. Taticamente, o do Palmeiras [Abel Ferreira] é muito bom para jogar uma Copa do Mundo. Mas o Jesus é um excelente nome para mudar essa Seleção”, ressaltou Dedé, que tem 11 jogos e um gol com a camisa canarinho.
Seleção Brasileira busca treinador
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicou no dia 28 de março a saída de técnico Dorival Júnior, demitido após a goleada sofrida pela Seleção Brasileira para a Argentina, por 4 a 1, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
Segundo informações do jornal português A Bola, Jorge Jesus é prioridade para a entidade, que estaria disposta a pagar até 5 milhões de euros (cerca de R$ 31 milhões) ao Al Hilal para liberar o treinador ainda em abril. Caso o acordo não ocorra de imediato, há ainda a possibilidade de contratá-lo em maio por valor menor.
O comandante luso de 70 anos tem contrato com o clube saudita até o final do Supermundial de Clubes da Fifa, entre junho e julho. Atualmente, Jorge Jesus comanda o Al Hilal no campeonato nacional e na Liga dos Campeões da Ásia.
Dorival Júnior deixou o cargo após um ano e dois meses à frente da Seleção. Em 16 jogos, contabilizou sete vitórias, sete empates e duas derrotas, alcançando aproveitamento de 58,3%. Durante sua passagem, o Brasil marcou 25 gols, mas sofreu 17.
Carlo Ancelotti, do Real Madrid; Filipe Luís, do Flamengo; e Manuel Pellegrini, do Real Betis, são outros nomes especulados pela imprensa.
Dedé no Cruzeiro
Dedé defendeu o Cruzeiro em 188 jogos de 2013 a 2019. Em sete temporadas e meia pela Raposa, o zagueiro conquistou dois Campeonatos Brasileiros, duas Copas do Brasil e três Campeonatos Mineiros. Ele marcou 15 gols nesse período.
Apesar de ter feito parte de times relevantes do Cruzeiro, Dedé ficou com relação desgastada com a torcida após o rebaixamento à Série B, em 2019, e por ter se desligado judicialmente do clube.
Além disso, o defensor sofreu bastante com lesões nos dois joelhos e jogou pouquíssimas vezes de 2015 a 2017.