CASO DANIEL ALVES

Ministra da Espanha pede desculpa por comentário sobre caso Daniel Alves

Política espanhola havia prestado solidariedade à vítima que acusa o ex-jogador Daniel Alves de estupro

Após um comentário sobre a absolvição de Daniel Alves, a ministra das finanças da Espanha, María Jesús Montero, pediu desculpas. A política havia feito uma crítica à decisão da Justiça da Catalunha na acusação por estupro do jogador brasileiro.

Montero foi criticada por juristas que interpretaram a fala como um desrespeito à presunção de inocência pela Justiça da Espanha. Ela se retratou e apontou que considera o princípio como pilar da democracia.

“Se o sentido literal da expressão que utilizei leva à conclusão de que coloquei em questão nada menos que a presunção de inocência, que é um pilar do nosso Estado de Direito, então, obviamente, retiro-a e peço desculpas por essa expressão”, disse a ministra, em um evento do Conselho Provincial de Sevilha.

Crítica de ministra a decisão sobre Daniel Alves

Pelo X/Twitter, Montero havia prestado solidariedade à vítima que acusa o ex-lateral de estupro.

“Vou ser cautelosa porque não li a decisão, mas não significa que não expresse mais uma vez minha solidariedade a todas as vítimas de abuso ou maus-tratos físicos que às vezes se encontram em dificuldades”, declaro.

Condenação de Daniel Alves

Daniel Alves foi condenado a quatro anos e meio de prisão por agressão sexual a uma jovem em uma balada em Barcelona, na noite de 30 de dezembro de 2022. Além disso, foi condenado por mais cinco anos de liberdade vigiada e pagamento de indenização de 150 mil euros (R$ 798 mil, na cotação da época) e das custas do processo.

A Justiça deu a liberdade provisória com o pagamento de fiança. Ele foi condenado em primeira instância, mas recorreu, assim como o Ministério Público.

O Ministério Público espanhol pedia nove anos de prisão ao ex-atleta. Já a defesa da vítima solicitava a pena máxima para o crime, de 12 anos.

Daniel Alves ficou preso em Barcelona por 13 meses até conseguir a liberdade condicional, em março de 2024. Agora, ele foi absolvido e considerado inocente por falta de provas.

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