O presidente do Estudiantes, Juan Sebastián Verón, quebrou o silêncio e classificou como ‘baixeza’ e ‘grave ameaça’ a punição que sofreu do Tribunal Disciplinar da Associação de Futebol Argentino (AFA) pelo protesto dos jogadores do Estudiantes, que ficaram de costas para receber o Rosario Central, considerado campeão nacional.
Verón recebeu suspensão de seis meses para “toda atividade relacionada ao futebol”. Dessa forma, o dirigente ficará impossibilitado de exercer funções oficiais durante esse período.
Por terem feito um gesto considerado desrespeitoso pela AFA, os jogadores do Estudiantes receberam um gancho de dois jogos de suspensão, que serão cumpridos apenas na temporada de 2026.
Ao programa ¿Y ahora quién podrá ayudarnos?, da Radio Con Vos, o ex-jogador declarou: “Não respondi [à AFA] porque não é o correto. Se falamos de uma gestão séria, de um campeonato sério, de um país onde nos gabamos de ter os melhores futebolistas, o que é verdade, me parece que não se pode ter esse tipo de chicana onde se falta com respeito a uma instituição ou se a ameaça.”
Verón seguiu com a crítica de forma mais incisiva: “Sobre a minha pessoa, encaro como uma provocação e dou risada, são questões que envolvem as redes sociais, mas o que é grave é a ameaça a uma instituição e a um dirigente em um âmbito que não corresponde. A baixeza de ameaçar uma instituição como o Estudiantes, que vai passar mal no ano que vem, me chama a atenção. Vamos ter que ficar atentos.”
Título ao Rosario Central
O dirigente também explicou a origem do protesto, afirmando que o título dado ao Rosario Central não foi votado: “O que foi colocado em pauta não estava na ordem do dia. A convocação era para falar sobre o novo torneio e o regulamento dos playoffs atuais. O outro vem imposto sobre algo que acaba sendo um campeonato que já havia começado. O que foi colocado em consideração foi fazer um reconhecimento, que é muito diferente de dar uma estrela a uma equipe. Isso não é contra ninguém.”
“O título ao Central, infelizmente, foi dado porque não estava em jogo [em discussão], nunca foi informado. Se fosse assim, todos teriam tomado outra postura. O Central tem que ser reconhecido por ser um grande clube, mas jogou com metade dos times do torneio, não jogou contra todos. O que quero dizer é que o corredor nasce de um reconhecimento a um torneio ou a um campeão, e me parece que isso não aconteceu aqui”.
Desejo de ser presidente da AFA?
Verón aproveitou para negar pretensões de ser presidente da AFA, defendendo uma maior força institucional dos clubes: “Me interessa que os clubes tenham uma identidade mais forte e organizada, que os campeonatos sejam melhores, que os recursos sejam maiores, que as pessoas possam ir de forma massiva ver seus times como local e visitante, que as categorias de base possam crescer, um futebol melhor, mas não quero ser presidente da AFA”, explicou.