FUTEBOL INTERNACIONAL

Senegal abandona campo, volta após apelo de Mané e vence Marrocos na final

Após Mané convencer companheiros a voltarem do túnel, Mendy salvou pênalti e Pape Gueye decretou o título para Senegal na Copa Africana de Nações

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Senegal escreveu, neste domingo (18/1), um dos capítulos mais inacreditáveis da história do futebol. Na final da Copa Africana de Nações, a equipe do astro Sadio Mané sagrou-se campeã após derrotar o Marrocos, na prorrogação, por 1 a 0, depois de um empate sem gols no tempo regulamentar. No entanto, o placar final é o que menos reflete a montanha-russa de emoções que envolveu um pênalti polêmico no último minuto de jogo.

O cronômetro marcava 49 minutos do segundo tempo, quando Marrocos cobrou um escanteio e Brahim Díaz caiu na área após ser puxado por Diouf. Inicialmente, o juiz mandou seguir, mas o VAR entrou em cena.

Enquanto o árbitro revisava o lance no monitor, o caos se instalou. Jogadores de ambas as seleções cercaram a autoridade máxima em meio a empurrões e discussões. A decisão veio. Pênalti para o Marrocos. A revolta senegalesa foi imediata. Ismaïla recebeu amarelo por peitar o árbitro e Diouf também foi advertido pela infração.

Brahim Díaz desperdiçou pênalti que poderia garantir título para Marrocos (Foto: Paul ELLIS / AFP)

Senegal sai de campo

Revoltado com a arbitragem, o técnico Thiaw, de Senegal, ordenou que seus jogadores abandonassem o campo. Em uma cena raramente vista em finais de tal magnitude, os atletas caminharam em direção ao vestiário.

Apenas uma figura permaneceu no gramado: Sadio Mané. O capitão e ídolo nacional assumiu o papel de diplomata e líder.

Após os atletas marroquinos tentarem conter os adversários no túnel, e uma conversa tensa entre Thiaw e o árbitro, os jogadores começaram a retornar.

Em um momento inusitado, o próprio Mané correu para dentro do vestiário para buscar os companheiros que ainda resistiam em voltar. Na volta ao campo, o goleiro Mendy ainda recebeu um cartão amarelo antes da retomada da partida.

Redenção de Mendy e o golaço do título

Com a bola finalmente na marca da cal, Brahim Díaz teve a chance de dar o título ao Marrocos. O atacante do Real Madrid tentou uma cavadinha no meio do gol, mas o goleiro Mendy, frio, não caiu na provocação e fez a defesa, garantindo o empate e levando o jogo para a prorrogação.

No tempo extra, logo aos três minutos, Pape Gueye recebeu pela esquerda, na entrada da grande área, e soltou uma bomba indefensável. A bola viajou direto para o ângulo esquerdo do goleiro Bono, estufando as redes e selando o título de Senegal.

Após quase desistir do jogo, Senegal provou que o futebol se resolve dentro das quatro linhas, transformando a revolta em uma conquista histórica que será lembrada por gerações.

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