FUTEBOL NACIONAL

MP diz que Leila foi ‘forte e ácida’, mas não ofendeu Dudu, diz TV

Promotora Tereza Exner analisou as falas de Leila e concluiu que, embora duras, elas não ultrapassaram os limites legais, segundo informa a ESPN

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) emitiu um parecer desfavorável ao pedido do atacante Dudu, atualmente no Atlético, que tentava reverter a sentença que rejeitou uma queixa-crime contra a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

O jogador acusa a dirigente de injúria e difamação por declarações públicas após sua saída do clube paulista.

De acordo com informações da ESPN, a promotora Tereza Exner analisou as falas de Leila e concluiu que, embora duras, elas não ultrapassaram os limites legais.

“Crítica forte, veemente e ácida, com certeza. Mas não se infere ofensa”, destacou a promotora no parecer divulgado pela emissora.

O Ministério Público reconheceu o clima beligerante entre as partes, mas reforçou que as palavras da presidente foram “contundentes e incisivas” sem, contudo, ferir a honra do atleta ou configurar qualquer ilegalidade.

“Como se vê, em nenhuma das manifestações da querelada (Leila) se infere a presença de elementos que justificassem o reconhecimento de abuso ou transgressão dos limites legais da crítica, feitas em um contexto de disputa jurídica acirrada entre as partes”, afirmou o MP.

Leila Pereira x Dudu: entenda o caso

A defesa de Dudu recorreu após a Justiça rejeitar inicialmente a queixa-crime. O atacante se sentiu ofendido por declarações de Leila, que afirmou que o jogador gerou um “prejuízo de milhões para o Palmeiras” e que ele teria “saído pela porta dos fundos”.

Os advogados do atleta sustentam que a dirigente agiu com a intenção de “abalar a reputação” e “manchar a imagem” do ídolo palmeirense.

A reportagem do No Ataque tentou contato com a defesa de Dudu, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Leila cobra R$ 500 mil de Dudu

Em outro disputa judicial, Leila pediu indenização de R$ 500 mil à Justiça porque se sentiu ‘brutalmente agredida’ por Dudu. Ela entrou com processo criminal de injúria (ofender a dignidade e decoro) e difamação (atribuir fato ofensivo à reputação).

Em janeiro de 2025, Leila Pereira disse que Dudu havia saído do Palmeiras pela “porta dos fundos”, enquanto Rony, então no Atlético, fez isso pela saída principal.

“Completamente diferente do Rony. O Rony não foi se oferecer para clube nenhum (…). Ele sai pela porta da frente, o Dudu saiu pela dos fundos”, concluiu Leila.

Dudu rebateu a mandatária com uma foto com todos os títulos conquistados pelo clube paulista. “O caminhão estava pesado e me mandaram sair pela porta dos fundos. Minha história foi gigante e sincera, diferente da sua, senhora Leila Pereira. Me esquece. VTNC”.

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