Uma polêmica ocorrida na vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Fluminense, nessa quarta-feira (25/2), pode levar o confronto para os tribunais desportivos. O árbitro mineiro Felipe Fernandes de Lima cometeu erro de procedimento ao autorizar que o time paulista desse a saída de jogo tanto no primeiro quanto no segundo tempo da partida.
Carlos Eugênio Simon, ex-árbitro e comentarista da ESPN, analisou o equívoco cometido pelo juiz ligado à Federação Mineira de Futebol (FMF). “O Palmeiras deu o início e o reinício após o intervalo. Isso não tinha visto. É um erro de procedimento. Se o Fluminense protestar, a partida pode parar no tribunal, mas dificilmente vai mudar o resultado do jogo”, disse Simon.
“O árbitro precisa ficar mais concentrado. Até isso acontece com a arbitragem brasileira”, completou.
Erro de fato x erro de direito
Dentro da Justiça Desportiva, há dois tipos de erros de arbitragem:
- Erro de fato: quando a arbitragem tem uma percepção equivocada de um lance (exemplo: uma falta mal marcada).
- Erro de direito: quando a regra do jogo é aplicada de forma incorreta (exemplo: permitir substituição irregular).
Embora o erro de direito seja o único capaz de anular uma partida, o histórico dos tribunais mostra que isso raramente ocorre.
No campo, o Verdão venceu com gols de Vitor Roque e Allan, enquanto Lucho Acosta marcou para os cariocas.
Silêncio de Palmeiras e Fluminense
Até o momento, nem Palmeiras nem Fluminense se manifestaram oficialmente sobre o equívoco da arbitragem.
CBF adverte árbitro
Em nota, a CBF informou que advertiu o árbitro, mas avalia que o erro de procedimento não trouxe prejuízo ao jogo.
Leia a nota completa da CBF
Em Palmeiras x Fluminense, ontem, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, ao reiniciar a partida no segundo tempo, o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) deu novamente a saída de bola para o time paulista.
A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tomou ciência do ocorrido e o árbitro ja foi devidamente advertido.
A partida terminou com a vitória do Palmeiras por 2 a 1, mesmo placar do primeiro tempo. A avaliação da comissão é que o erro de procedimento não trouxe prejuízo ao jogo, pois assim que a partida foi reiniciada, o Fluminense adquiriu a posse de bola e não houve sanção disciplinar, gol ou fato relevante imediatamente subsequente.