SELEÇÃO BRASILEIRA

Arthur Elias descarta Brasil como palco da Finalíssima: ‘Não tem chance’

Campeã da Copa América de 2025, Seleção Brasileira enfrenta Inglaterra, vencedora da Eurocopa, em 2026

Desde o fim do ano passado, quando a Seleção Brasileira Feminina derrotou a Colômbia e se sagrou campeã da América, a torcida alimentava expectativas de presenciar a disputa da Finalíssima, contra a Inglaterra, em território nacional. Afinal, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) havia manifestado o desejo de trazer o confronto oficial. Entretanto, não ocorrerá. Em entrevista ao Olimpicast, videocast do No Ataque, o técnico Arthur Elias descartou a possibilidade, lamentou e deu previsão da data do torneio.

Anteriormente, espalhou-se na mídia a possibilidade de Brasil e Inglaterra se enfrentarem em março. Não é com essa data que a CBF trabalha. Arthur Elias detalhou que o confronto deve ocorrer em outubro – há uma Data Fifa entre os dias 5 e 13. Com certa firmeza, o comandante afirmou que a partida será na Europa, em palco ainda não definido. A confirmação depende de um acordo entre a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa).

“Não tem uma definição ainda sobre a Finalíssima. O que chegou para mim é que possivelmente será em outubro. Essa é a última informação que tenho. Na Data Fifa de outubro. E que será na Europa. Então, infelizmente, o que chegou é que não tem chance de ser aqui no Brasil. Mas é claro que a gente gostaria de ter um jogo oficial (no Brasil), diferente das Datas Fifas, ainda que a gente leve as Datas Fifas com extrema competitividade”

Arthur Elias, técnico da Seleção Brasileira

Apesar de o Brasil não ter sido escolhido como palco do duelo, o comandante elegeu um estádio para enfrentar a Inglaterra: “Contra o campeão da Europa seria muito interessante trazer para cá. Um estádio, obviamente, que seria fantástico jogar é o Maracanã, pelo que representa”.

Na sequência, Arthur Elias propôs um ‘desafio’ à torcida e se tranquilizou com o fato de que o tradicional estádio do país receberá partidas da Copa do Mundo de 2027. Nessa história toda, o principal, na visão do treinador, é seguir duelando com equipes de alto nível.

“Provavelmente a abertura e a final devem ser no Maracanã. Um estádio e uma cidade que não têm histórico recente de lotar os estádios para acompanhar o futebol feminino. Seria um grande desafio para a gente aqui no Rio, né?! Um estádio tão marcante ter a Seleção Feminina. Ainda que a gente tenha outras arenas e estádios para jogar. O importante é conseguir jogar contra seleções fortes, o que vem acontecendo”, continuou.

O local determina a equipe favorita?

Para Arthur Elias, conhecer o território significa alguma vantagem para determinada equipe. Entretanto, não é fator determinante para se cravar uma favorita.

Não acho que (o local) seja determinante. Claro que é um fator que é uma vantagem. Sempre ajuda jogar em casa. Mas não acho determinante, pelo menos é o que penso do futebol. Quando minha equipe vai jogar fora, sempre falo a elas: ‘Não importa onde a gente vai jogar, contra quem a gente vai jogar, vamos fazer nosso melhor, acreditar no nosso trabalho, na qualidade das jogadoras e na ideia de jogo’. Então não vejo como fator decisivo para o resultado. Mas uma vantagem se tem, de conhecer, ter a torcida a favor.

Em outubro do ano passado, por exemplo, a Seleção Brasileira derrotou a Inglaterra por 2 a 1, em amistoso prévia da Finalíssima jogado no Etihad Stadium, em Manchester, no país das adversárias. Na ocasião, a volante Angelina recebeu cartão vermelho ainda aos 20 minutos do primeiro tempo.

“Mas a gente foi à Inglaterra, jogamos 80 minutos com uma jogadora a menos, a equipe se comportou bem, foi capaz de vencer. Assim como a Inglaterra tem condições de vencer o Brasil fora de casa”, finalizou o treinador.

O que é a Finalíssima?

A Finalíssima é o confronto entre a seleção campeã da Copa América (Brasil) e a campeã da Eurocopa (Inglaterra). As equipes já se encontraram em outra decisão do torneio, em 2023. Na ocasião, a seleção europeia venceu nos pênaltis (4 a 2), depois de um empate por 1 a 1 no tempo regular, no Estádio de Wembley, em Londres.

A entrevista de Arthur Elias foi exclusiva ao Olimpicast, videocast de No Ataque. Você confere, nos próximos dias, mais matérias com o treinador.

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