O Centro de Informação do Galo (CIGA), além indicar possíveis reforços ao Atlético, pode vetar contratações. Foi o que contou Rubens Menin, principal acionista da SAF atleticana. O dirigente defendeu que para um nome ser aprovado, tem que passar pela avaliação do CIGA, que une diversas informações sobre o atleta – seja dentro ou até mesmo fora de campo.
Em entrevista a Galo TV, Menin exaltou a tecnologia do CIGA. A ferramenta é responsável por direcionar à diretoria os melhores caminhos com base em estratégias e estatísticas. Apesar de não ter citado o nome do possível reforço, o dono da SAF do Galo contou que o atleta já estaria aprovado entre a diretoria.
“Outro dia teve a indicação de uma contratação, o CIGA deu bomba. Tava na mão. Eu, como torcedor, falei ‘esse cara é bom’, mas o CIGA apontou ‘não vai dar por causa disso e disso’. Então o CIGA tem técnica, é científico”, falou.
O dirigente ainda citou a base de dados e a tecnologia do Manchester City, clube da Europa que se baseia em análises científicas com os mesmo objetivos implantados no Atlético. Menin destacou que não é mais possível aprovar contratações como se fazia antigamente no futebol.
“Já foi o tempo do futebol que falavam ‘ah, vi o cara, joga bem, forte. Não existe isso mais não. Hoje é, o cara corre tantos minutos por jogo, tantos chutes, olha tudo, não é o cartolão esperto mais. Esse cartola acertava uma e errava 10. Hoje não tem. Vou dar o exemplo, o que mais me impressionou foi o Manchester City, departamento de tecnologia é de outro mundo”, disse.
Atuação do CIGA no mercado
O setor pode analisar uma possível contratação por diferentes motivos. O primeiro deles se dá a partir de demandas específicas: a diretoria pede um atleta com determinadas características, e a partir disso vários nomes são estudados até se chegar a um grupo de atletas com o melhor encaixe possível com o treinador e o elenco.
O próprio CIGA tem autonomia para indicar jogadores e buscar oportunidades de mercado, como no caso do meia Gustavo Scarpa. Em 2023, os profissionais do departamento souberam que o jogador gostaria de retornar ao Brasil e recomendaram o atleta ao departamento de futebol – com base também, evidentemente, nas análises estatísticas.
Por fim, há a possibilidade de avaliação de jogadores que surgem por meio de recomendações externas da diretoria, de empresários ou do próprio técnico. A partir disso, são feitos estudos técnicos, táticos, físicos e pessoais aprofundados.