ATLÉTICO

Rony abre o jogo sobre processo que moveu contra o Atlético em 2025

Em meio à cobrança de torcedores em frente ao CT do Atlético, Rony relembrou episódio polêmico que protagonizou na Justiça e se explicou

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O dia 22 de julho de 2025 foi um dos mais agitados da história recente do Atlético. Diante de atrasos salariais por parte da diretoria alvinegra, a imprensa veiculou notícias sobre notificações extrajudiciais recebeidas pelo clube por parte de jogadores. Quem tomou a atitude mais drástica foi o atacante Rony, que chegou a mover processo em que pedia rescisão de contrato com o Galo.

A situação foi contornada na mesma data pela alta cúpula do Atlético, mas reverbera até os dias atuais. Neste sábado (10/1), o episódio foi pauta de cobrança de membros de uma torcida organizada do Galo diretamente a Rony, na entrada da Cidade do Galo – centro de treinamentos do clube em Vespasiano.

De dentro de um carro, Rony respondeu diretamente aos atleticanos sobre a situação. O atacante explicou que não almejava deixar o clube, mas sim garantir os direitos de atletas e funcionários.

“Me perguntou sobre a parada da Justiça. Acho que todo mundo viu a parte da imprensa. Não viram a minha parte. Se você perguntar para qualquer um que está aqui dentro, o que eu fiz não foi para querer sair do clube ou para mostrar que o Rony é foda. O que eu fiz para que todo mundo recebesse – não só eu, mas funcionário principalmente – o que estava em atraso. Então, o que vocês vêem lá fora, não é o que é aqui dentro, ‘tá’ ligado?”

Rony, atacante do Atlético

“Outra coisa, sobre o negócio do jogo: cara, desde o primeiro dia que eu cheguei aqui, que eu pisei o pé no aeroporto e vi o celular com 10 mil pessoas assistindo (à chegada). Cara, aquilo ali nunca aconteceu na minha vida”, complementou.

O No Ataque apurou, de toda forma, que parte da declaração de Rony é improcedente. Ainda que a atual gestão do Atlético tenha atrasado salários de atletas em alguns episódios, como noticiado pela imprensa, os outros funcionários do dia a dia clube não sofreram com pendências financeiras nos últimos anos.

O episódio polêmico de Rony

Rony havia acionado Atlético na Justiça para obter rescisão contratual devido aos atrasos no pagamento dos salários e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Para esse pedido, a defesa do atacante havia se baseado no artigo 90, 1º parágrafo da Lei Geral do Esporte. Os atletas podem recorrer a essa alternativa em caso de inadimplência do clube por dois ou mais meses.

“É hipótese de rescisão indireta do contrato especial de trabalho esportivo a inadimplência da organização esportiva empregadora com as obrigações contratuais referentes à remuneração do atleta profissional ou ao contrato de direito de imagem, por período igual ou superior a 2 (dois) meses, ficando o atleta livre para transferir-se a qualquer outra organização esportiva, nacional ou estrangeira, e exigir a cláusula compensatória esportiva e haveres devidos”, diz o trecho.

A situação foi contornada internamente. À época, o No Ataque apurou que o então técnico Cuca, o chefe de futebol Paulo Bracks e o ex-diretor de futebol Victor Bagy ligaram para Rony, explicaram a situação e convenceram o atacante a recuar da decisão.

Rony no Atlético

Rony foi contratado no início da temporada passada junto ao Palmeiras, por cerca de R$ 36 milhões. Ele foi um dos titulares do Atlético na maior parte do ano – tanto com Cuca como com Sampaoli.

Ao todo, contribuiu com 13 gols e cinco assistências na somatória das 62 partidas que disputou com a camisa preta e branca. No início da temporada, conquistou o Campeonato Mineiro junto aos companheiros.

Recentemente, Rony chegou a ter negociações avançadas para defender o Santos. As conversas, no entanto, esfriaram, já que o clube paulista não chegou às cifras que o Galo almejava para liberar o jogador.

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