Em meio à polêmica com o Palestino, do Chile, outro clube cobra o Atlético por falta de pagamentos. O Remo, recém-promovido à Série A do Campeonato Brasileiro, alega que tem mais de R$ 500 mil a receber do Galo por mecanismo de solidariedade do atacante Rony.
A informação foi antecipada pelo portal Remistas e confirmada pelo No Ataque nesta terça-feira (13/1) com o diretor jurídico do Leão Azul, Gustavo Fonseca, que explicou a situação.
“De fato existe um valor em aberto (até porque é notório que a transferência do Rony ao Galo envolveu pagamento de indenização) e que o Remo, além de já ter contatado o clube mineiro, está adotando as medidas necessárias para receber a contribuição de solidariedade em questão”, afirmou.
De acordo com o Remo, o Atlético deve 106.520,55 dólares, que representam R$ 572 mil na cotação atual. A primeira parcela teria vencido no fim de setembro. Com isso, a diretoria do clube paraense procurou o Galo, mas não obteve resposta.
Posicionamento do Atlético
Em entrevista nesta terça-feira, o CEO do Atlético, Pedro Daniel, garantiu que o clube “pagou todas as dívidas que tinham vencidas com clubes brasileiros”.
O No Ataque procurou a assessoria do Galo, mas não recebeu um posicionamento até a publicação desta reportagem.
Rony pelo Remo
Rony atuou pelas categorias de base do Remo e foi promovido em 2014. Pelo profissional do Leão, o atacante marcou cinco gols em 21 jogos antes ser vendido ao Cruzeiro no ano seguinte.
Rony no Atlético
O atacante foi contratado pelo Atlético no começo de 2025 junto ao Palmeiras por cerca de R$ 36 milhões. Ele foi titular na maioria dos jogos pelo clube mineiro desde então e soma 13 gols e seis assistências em 63 jogos.
Dívidas do Atlético
Presidente do Palestino, Jorge Uauy voltou a cobrar publicamente o Atlético pela dívida em relação à venda do zagueiro Ivan Román por R$ 8,7 milhões nessa segunda-feira (12/1). O clube mineiro alegou que estava em tratativas para regularizar a situação, mas o dirigente chileno afirmou que não procede.
Protesto marcado
Insatisfeitos com a SAF, a Galoucura, principal torcida organizada do Atlético, marcou um protesto para sexta-feira (16/1), às 18h30, na Avenida Barão Homem de Melo, em frente ao número 2222, no Estoril.