O Atlético se pronunciou nesta quarta-feira (14/1) e explicou o porquê de ter pedido a anulação de uma marca do Galo da Madrugada, tradicional manifestação carnavalesca pernambucana que venceu o clube de futebol de Belo Horizonte na Justiça.
Esse caso repercutiu na terça-feira (13/1) após a sentença da 9ª Vara Federal do Rio de Janeiro ser proferida e rejeitar o desejo do clube mineiro de anular o registro da marca “Galo Folia”, garantindo ao bloco o direito de seguir usando o nome em suas atividades.
Com o resultado, o clube alvinegro decidiu se pronunciar e explicar a razão para tentar essa anulação desse registro. “O Atlético esclarece que a ação judicial em questão visa apenas anular o registro da marca ‘Galo Folia’ em atividades que englobam o segmento esportivo, no qual possui diversos registros prévios da marca ‘Galo'”, iniciou a equipe mineira.
“O clube respeita e reconhece a relevância das manifestações culturais e populares ligadas ao Carnaval, festa que faz parte da identidade e da alegria do povo brasileiro, bem como a tradição do Bloco Galo da Madrugada”, destacou.
Por toda essa situação, o Atlético foi condenado ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios. A decisão da Justiça reafirma que a simples coincidência de nome entre entidades que atuam em segmentos distintos não é suficiente para configurar violação de propriedade marcária. Ainda na tentativa de se justificar, o Atlético ressaltou a quantidade de registros da marca “Galo”.
“O Atlético possui mais de 300 registros da marca “Galo” e suas variantes junto ao INPI, sendo o clube brasileiro com o maior número de registro de marcas no País. O trabalho de proteção marcária é realizado permanentemente pelo Clube, que permanece atento sempre que um novo registro interfira em seu segmento de atuação”
Atlético por meio de nota oficial
“Assim, o Atlético reafirma seu compromisso com a cultura, o diálogo institucional e a proteção responsável de suas marcas, em especial na esfera esportiva”, concluiu o clube de futebol.