ESPORTE NA MÍDIA

Atlético e mais: Mauro Cezar detona clubes que optam pelo gramado sintético

Referindo-se ao cenário de times como o Atlético, Mauro Cezar afirma que defesa do gramado sintético é motivada apenas por "clubismo"

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A discussão sobre a implementação de gramados sintéticos em alguns dos principais estádios do Brasil ganhou novo capítulo na mídia nesta terça-feira (20/1). Em meio ao debate constante sobre a qualidade do campo para os jogadores, o jornalista Mauro Cezar Pereira expressou uma opinião contundente contra essa tendência, já adotada por times como Atlético, Palmeiras, Athletico-PR, Botafogo e Chapecoense.

A Arena MRV, em Belo Horizonte, por exemplo, conta com o gramado artificial desde maio de 2025. Para o comentarista, a aceitação desse tipo de superfície passa longe da preferência dos atletas, que evitam críticas públicas por questões profissionais.

“O jogador do time que joga no piso de plástico, duvido que ele goste. Ele não vai falar contra a própria empresa, vai? Não vai falar: ‘Não, eu não gosto de jogar aqui’. Só se for um cara como o Memphis [Corinthians], que não está nem aí. O Memphis falaria, o Neymar no Santos… Cara que tem tamanho: ‘Não quero jogar nesse negócio, não’. Agora, no geral, o jogador não vai falar”, iniciou Mauro, durante o programa JP Esportes.

O jornalista argumenta que a discussão é muitas vezes distorcida por paixões clubistas e que o silêncio dos jogadores não significa aprovação. “Se colocasse [grama sintética] no Maracanã, os jogadores do Flamengo também não iriam falar. Duvido. Não é o atleta que tem que falar. Nós [jornalistas] é que temos. O Palmeiras jogaria mais na grama natural ou no piso de plástico? É uma pergunta, entendeu? Só quem defende é por clubismo”, completou.

O fator Fifa e a realidade da elite

Um dos pontos centrais da crítica de Mauro Cezar reside na contradição entre a autorização da entidade máxima do futebol e a prática nos principais torneios do mundo. Segundo ele, o fato de a Fifa permitir não significa que a tecnologia seja a ideal para o alto rendimento.

“Ah, a Fifa chancela… A Fifa chancela, mas não coloca na Copa do Mundo. Ano que vem vai ter Copa do Mundo Feminina aqui. Vão jogar no piso de plástico? Nada. Grama natural. Nos EUA, os estádios americanos, na Copa do Mundo neste ano, tudo grama. Por que a Fifa não coloca piso de plástico se ela chancela?”, questionou o jornalista.

Mauro Cezar ponderou que o sintético pode ser uma solução para realidades financeiras distintas, mas não para os protagonistas do país. “Entendo que tem lugares frios, times pequenos, que não têm dinheiro e colocam para viabilizar o futebol, melhor do que jogar na terra. Mas não estamos falando da quinta divisão do futebol inglês, falamos da primeira divisão do futebol brasileiro”.

O recado aos gigantes

A crítica final do jornalista tocou em um ponto sensível para o Atlético. Ao analisar o cenário atual, onde clubes de ponta e finalistas de grandes competições recorrem ao gramado artificial, Mauro Cezar lamentou o que considera um retrocesso técnico.

“Aqui, o campeão continental usa piso de plástico, o vice campeão continental da temporada retrasada [Atlético, vice da Libertadores em 2024] usa piso de plástico, olha que loucura!”, concluiu.

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