ATLÉTICO

Além das quatro linhas: a estratégia do Atlético para ser protagonista em 2030

CEO do Atlético detalha estratégia para liderança institucional e esportiva até o fim da década

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O projeto da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Atlético não se limita apenas ao que acontece dentro das quatro linhas. Em entrevista concedida nessa terça-feira (20/1), o CEO do clube, Pedro Daniel, detalhou a ambição do plano “Galo 2030”, que visa colocar a instituição em uma posição de liderança absoluta no cenário esportivo e institucional até o fim da década.

Segundo o executivo, o poder de sedução do projeto já é sentido no mercado, sendo peça-chave para atrair reforços de peso. “Vocês viram a entrevista do Maycon na apresentação do Atlético? Ele disse que veio para o Atlético porque acredita no projeto: ‘O projeto do Atlético me seduziu’. Renan Lodi falou a mesma coisa”, exemplificou Daniel à Rádio 98.

Segundo o CEO, o Atlético está em uma fase de pavimentação, construindo as bases necessárias para sustentar um crescimento perene. O objetivo central é que o clube alvinegro seja uma voz ativa e influente em todas as esferas.

“Estamos criando os pilares de sustentação exatamente para mostrar que visão a gente tem do Atlético para o futuro. A gente tem um projeto que chama Galo 2030, que é o Galo em 2030 sendo protagonista de tudo aquilo que ele estiver inserido, dentro e fora de campo”, afirmou o CEO.

Essa visão de protagonismo transcende as taças na galeria. De acordo com Pedro Daniel, o clube busca uma cadeira cativa nas grandes decisões do esporte. “Competições? A gente quer ser protagonista. A gente está começando a executar todo aquele passo a passo para que o Galo seja visto dessa maneira, seja representado dessa maneira. Seja com discussões setoriais, com CBF, com governo, Conmebol, enfim, o Galo será protagonista. Esse é um ponto chave pra gente”, pontuou.

Desafio financeiro do Atlético

Embora o plano para 2030 mantenha o foco no protagonismo institucional, o cronograma financeiro precisou de ajustes recentes. Em dezembro, o acionista majoritário da SAF, Rubens Menin, revelou que o cenário econômico brasileiro, especialmente a alta dos juros, forçou o clube a estender o prazo para a quitação total de suas dívidas.

Inicialmente previsto para 2026, o prazo para o Atlético tornar-se livre de dívidas foi deslocado para o meio de 2028. Com a Selic em patamares elevados (14%, contra a expectativa inicial de 8%), o custo financeiro das pendências bancárias consome cerca de R$ 50 milhões extras por ano dos cofres alvinegros.

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