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Terrenos de Ronaldinho foram usados para captação de R$ 330 milhões do Banco Master

Investigações do Ministério Público apontam terrenos de Ronaldinho como lastro para captação milionária do Banco Master

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Uma empresa captou R$ 330 milhões do Banco Master usando como lastro dois terrenos de Ronaldinho Gaúcho, ex-meia-atacante da Seleção Brasileira, do Atlético e do Barcelona, da Espanha. É o que apontam as investifações do Ministério Público Federal (MPF).

O Master pertencia a Daniel Vorcaro, que era um dos investidores da Sociadade Anônima Futebolística do Galo. Ele, contudo, foi afastado em novembro, dias após ser prezo no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude na emissão de títulos de crédito por instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional. Segundo a corporação, são investigados crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

A instituição financeira de Vorcaro foi liquidade em novembro pelo Banco Central devido à crise de liquidez – o banco não tinha recursos para pagar clientes e investidores. Em um dos desdobramentos das investigações, o MPF descobriu que o Fundo City 02, pertencente ao Master, usava créditos imobiliários para lastrear a emissão de títulos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Conforme informado pelo jornal O Globo, em agosto de 2023, duas áreas de Ronaldinho em Porto Alegre foram usados pela Base Securitizadora – citada nas investigações do Mastear – para lastrear a emissão de R$ 330 milhões em créditos para a S&J Consultoria.

Defesa de Ronaldinho se pronunciou

Ao Jornal O Globo, os advogados de defesa de Ronaldinho afirmou que chegou a negociar com as empresar União do Lago e Melk em 2021, mas as conversas não seguiram adiante pelas pendências do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e pela falta de licenças ambientais para o desenvolvimento dos terrenos.

“As parcerias imobiliárias com o grupo do Ronaldinho não foram para frente por desacordo comercia”, disse o advogado Maurício Haeffner à publicação.

Sócio de Ronaldinho do empreendimento original, o advogado Darci Garcia da Rocha disse ao Globo que “desconhece a emissão dos CRIs e a destinação dos recursos”.

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