Adversário do Cruzeiro na estreia da Copa Sul-Americana, nesta terça-feira (1/4), às 19h, no Estádio de 15 de Abril, em Santa Fé, o Unión conta com um ex-jogador da Seleção Argentina como treinador. O ex-atacante/meia Christian González traz experiências em Copa do Mundo, Olimpíada e futebol europeu como trunfo para mudar a situação dos Tatengues na temporada.
Kily González, como é internacionalmente conhecido, iniciou a carreira de treinador em 2021, pelo Rosario Central, clube que também o revelou como jogador. O técnico de 50 anos está no comando do Unión desde 2023.
Técnico de estilo ofensivo, Kily não vive bom momento no Unión. Na atual edição do Campeonato Argentino, o time rojiblanco ocupa a penúltima colocação do Grupo A, com oito pontos em 11 rodadas. Foram apenas duas vitórias na primeira fase da competição, além de sete derrotas e dois empates.
Antes do confronto com o Cruzeiro, o Unión foi derrotado pelo Aldosivi, lanterna do Grupo A do Campeonato Argentino, por 2 a 1,em Mar del Plata. Com o resultado negativo em duelo direto na parte de baixo da tabela, Kily virou alvo de críticas da imprensa local, mas assumiu a responsabilidade pelo mau momento do time e cobrou atitude dos jogadores.
“Não acredito no jogo que fizemos. Não consigo explicar. É um choque de realidade. No futebol, você tem que ter humildade. Não estivemos à altura, não entramos como deveríamos. Certas partidas nos confundem. Aceito críticas, mas trabalho para corrigi-las”, declarou o técnico, em entrevista coletiva depois do jogo na quinta-feira passada
“Não estou preocupado. Estou triste porque temos que ganhar pontos no torneio local. Não podemos nos confundir com a Copa. É por isso que repito que temos que ser humildes e tentar corresponder às expectativas em cada treino e em cada jogo. Estou assumindo a responsabilidade”, acrescentou o treinador .
Em três temporadas, Kily González tem 141 jogos à frente do Unión, com 48 vitórias, 54 derrotas e 39 empates. Foram 160 gols marcados e 165 sofridos.

Carreira de Kily González como jogador
Nascido em Rosário, Kily González atuou como jogador profissional de 1994 a 2011. O canhoto jogou ao lado dos lendários Diego Maradona e Lionel Messi. Em 17 anos de carreira, ele anotou 65 gols em 594 jogos.
González despontou pelo Rosario Central e foi contratado pelo Boca Juniors, em 1996. Naquele ano, foi companheiro de Maradona na equipe xeneize.
O início da trajetória dele na Europa foi pelo Real Zaragoza, da Espanha, onde chamou a atenção do Valencia.
Em Valência, Kily viveu o auge da carreira, entre 1999 e 2003.
Pelo clube espanhol, Kily González disputou duas finais consecutivas da Champions League. O Valencia, no entanto, foi superado por Real Madrid e Bayern de Munique nas decisões de 1999/2000 e 2000/2001, temporada em que foi eleito para a seleção ideal da Uefa.
Como destaque do Valencia, González conquistou a Supercopa da Espanha (1999) e o Campeonato Espanhol (2001/2002).
Na sequência da carreira, o argentino defendeu a Internazionale, de 2003 a 2006. Pelos nerazzurri, venceu o Campeonato Italiano (2005/2006), a Supercopa da Itália (2006) e duas vezes a Copa Itália (2004/2005 e 2005/2006).
Na reta final de carreira, Kily González retornou ao Rosario Central e passou pelo San Lorenzo, sendo comandado por Diego Simeone, então técnico em início de carreira, em 2010. No ano seguinte, encerrou a carreira pela equipe que o revelou para o futebol.
Kily González na Seleção Argentina
Pela Seleção Argentina, a grande conquista de Kily González foi a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Como um dos jogadores acima dos 23 anos – tinha 30 anos -, o atacante esteve ao lado de jogadores importantes do futebol argentino, como Javier Mascherano, Andrés D’Alessandro, Javier Saviola e Carlos Tévez, artilheiro daquela Olimpíada, com oito gols.
Kily González também integrou a Seleção Argentina na Copa do Mundo de 2002. No Mundial no Japão e na Coreia, a Albicelete decepcionou e caiu na fase de grupos, apesar de contar com Javier Zanetti, Juan Sebástian Verón, Ariel Ortega, Gabriel Batistuta e Hernán Crespo, entre outras estrelas.
O atacante defendeu a Argentina nas Copas Américas de 1999 e 2004, sendo titular na final vencida pelo Brasil, nos pênaltis, depois de gol de empate marcado Adriano, companheiro dele na Inter de Milão, nos acréscimos.
Já com Lionel Messi, Kily González disputou duas partidas – vitória sobre o Peru e derrota para o Uruguai, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2006.
Ao todo, Kily González defendeu a Argentina por dez anos – de 1995 a 2005. Foram 56 partidas e marcou nove gols.
