CRUZEIRO

Cruzeiro segura reação do Santos em jogo dramático e avança na Copinha

Equipe celeste domina o início da etapa final, sofre gol no fim, mas assegura classificação em duelo de gigantes em São Carlos

Em um dos confrontos mais emocionantes desta edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Cruzeiro superou o Santos por 3 a 1, na noite desta sexta-feira (16/1), no Estádio Luisão, em São Carlos, pelas oitavas de final.

O confronto foi decidido nos detalhes técnicos e na letalidade mineira no início da segunda etapa. Com o resultado, a Raposa carimbou o passaporte para as quartas de final, enquanto os Meninos da Vila se despedem da competição após uma campanha de superação.

A vitória celeste foi construída com gols de Rayan e Fernando, que souberam aproveitar as brechas na defesa santista logo após o intervalo. O Santos ainda esboçou uma reação heróica com um gol de cabeça de João Alencar na reta final, incendiando a partida e obrigando o goleiro Victor a realizar intervenções difíceis para garantir a classificação.

A resiliência defensiva do time mineiro, que sofreu apenas seu segundo gol em todo o torneio, foi o pilar necessário para sustentar a vantagem diante da intensa “blitz” alvinegra nos minutos derradeiros. Para garantir a vitória, Pietro ainda marcou o terceiro do Cruzeiro.

Agora, o Cruzeiro vira a chave e foca no próximo desafio em busca do título. O Cruzeiro enfrentará o Guanabara City nas quartas de final. O time de Goiânia avançou depois de vencer nesta sexta o Atlético-PI nos pênaltis (4 a 3). Os times empataram sem gols no tempo regulamentar.

Equilíbrio na etapa inicial

Santos e Cruzeiro protagonizaram um primeiro tempo cuja intensidade superou a criatividade. O time paulista começou mais agudo, tentando impor ritmo logo no primeiro minuto com um chute forte de fora da área. A estratégia santista ficou clara na utilização das pontas, especialmente com Mateus Xavier, que incomodou a defesa mineira em subidas pela esquerda, forçando escanteios em sequência.

A partir dos 15 minutos, a Raposa equilibrou as ações. O Cruzeiro chegou a montar uma verdadeira “blitz” aos 18 minutos, com múltiplas finalizações dentro da área santista, mas a retaguarda alvinegra bloqueou todas as tentativas. O momento de maior susto para o Peixe veio em um erro na saída de bola aos 38, quando o goleiro Rodrigo precisou sair abafando para impedir que Batistella abrisse o placar.

A chance mais clara de tirar o zero do marcador, no entanto, foi do Santos. Aos 39 minutos, JP Chermont levantou na área em cobrança de falta e Pedro Assis desviou de cabeça; a bola tirou tinta da trave direita, deixando a torcida no quase.

Segundo tempo dramático

Se o primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio tático, o segundo começou com um roteiro completamente diferente. Logo no primeiro minuto, o Cruzeiro abriu o placar. Rayan recebeu pela direita, construiu uma tabela rápida e soltou uma bomba, sem chances para o goleiro Rodrigo. O lance gerou polêmica minutos depois, com imagens da transmissão sugerindo uma posição duvidosa do atacante, mas o placar já estava inaugurado: 1 a 0.

O Santos não se entregou e partiu para o abafa. Aos 7 minutos, Contreras quase empatou em desvio após escanteio. A pressão santista se transformou em uma verdadeira blitz aos 10 e 11 minutos, quando Pedro Assis teve a chance do empate na pequena área, mas viu a zaga cruzeirense se atirar na bola para salvar o gol.

Enquanto o Santos se lançava ao ataque, o Cruzeiro mostrava por que é um dos times mais letais da competição. Aos 13 minutos, em um contra-ataque mortal, Rayan apareceu novamente, desta vez pela esquerda, e serviu Fernando. O jogador chegou batendo de primeira para ampliar a vantagem mineira no Luisão: 2 a 0.

Com a desvantagem de dois gols, o Santos se lançou desesperadamente ao ataque. Aos 16 minutos, Pedro Assis soltou uma verdadeira bomba, mas parou em uma defesa monumental de Victor, que impediu o gol santista com reflexos impressionantes. Sentindo a necessidade de renovar o fôlego da equipe, o técnico santista promoveu um pacotão de mudanças aos 19 minutos, colocando Rafael Freitas, Rafael Gonzaga e Kauan Pierre em campo.

O Cruzeiro, no entanto, não se limitava a defender. Aos 21 minutos, Fernando teve a chance de liquidar a fatura ao receber nas costas da marcação e invadir a área, mas o goleiro manteve o Peixe vivo na disputa com uma intervenção precisa. Após a parada técnica para hidratação, o jogo ficou mais tenso, com cartões amarelos e uma disputa ferrenha pela posse de bola.

A insistência dos Meninos da Vila finalmente foi recompensada aos 37 minutos. Em cobrança de escanteio precisa pela esquerda, João Alencar antecipou-se à marcação na primeira trave e testou firme para o fundo das redes. O gol diminuiu a diferença para 2 a 1 e incendiou as arquibancadas em São Carlos, preparando o terreno para um final de jogo empolgante.

O momento de maior drama ficou para os acréscimos. Aos 46 minutos, o Santos teve a chance de ouro para levar a decisão para os pênaltis. Pedro Assis subiu mais que a zaga e testou firme, exatamente como manda o manual: no chão, no canto. De forma impressionante, Victor se esticou todo para buscar a bola no pé da trave direita, realizando uma defesa cinematográfica que selou o destino das duas equipes e evitou o empate santista no último suspiro.

No último suspiro, aos 52 minutos, o Cruzeiro liquidou a fatura. Murilo tentou por cobertura e acertou o travessão; no rebote, Pietro conferiu para as redes, selando o 3 a 1 e a festa mineira em São Carlos.

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