CRUZEIRO

Ex-auxiliar do Cruzeiro revela bastidor da relação de Jardim com Gabigol e Dudu

Gabigol e Dudu foram contratados para serem as estrelas do Cruzeiro em 2025, mas perderam espaço com o técnico Leonardo Jardim

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A relação do técnico Leonardo Jardim com os atacantes Dudu e Gabigol foi tema de destaque na última temporada do Cruzeiro. Apesar de terem sido contratados com o status de grandes estrelas, os jogadores não renderam o esperado e foram colocados no banco de reservas ainda em abril.

Em entrevista ao No Ataque e à TV Alterosa, o auxiliar técnico Diogo Dias falou que o ‘nome’ dos jogadores não era um problema para Jardim, que já havia gerido elencos com jogadores mundialmente conhecidos.

Diogo é analista de performance da comissão de Jardim desde 2021. Ele deixou o Cruzeiro junto com o técnico, que comandou a equipe de fevereiro a dezembro de 2025.

Como Leonardo Jardim geria o elenco do Cruzeiro?

“Os jogadores (Dudu e Gabigol) tinham nome, mas é preciso relembrar: o mister (Jardim) trabalhou com jogadores do top cinco, top três mundial, possivelmente. Vamos por isso em comparação. Se nessa altura (da carreira) ele não cedia em suas ideias e colocava o jogador acima da equipe, não tinha por que em outro lugar acontecer algo diferente”

Diogo Dias, ex-auxiliar do Cruzeiro

“Não existia outro foco além do grupo, que é a parte primordial do sucesso”, reiterou o analista, que destacou a filosofia de Jardim como o ponto-chave de seu trabalho. Na visão do treinador, a gestão do coletivo está acima do individual.

Em outro trecho, Diogo destacou: “É impossível um jogador estar sempre no ápice. Geralmente as temporadas são com altos e baixos. Por isso, é importante gerir o grupo e a parte psicológica. Falamos de performance, não adianta dizer que um jogador deve atuar sempre porque ele é jogador x. Às vezes o jogador x está em um momento menos bom, e tem jogador y em um momento melhor. É assim que as coisas são geridas.”

Dudu deixou o Cruzeiro após problema com Leonardo Jardim

Dudu mostrou incômodo com a ida para o banco de reservas e criticou publicamente a decisão de Jardim, a qual disse ‘não entender’. Depois, o camisa 87 teve um problema interno com o técnico e foi afastado de jogo.

Tudo isso ocorreu no fim de abril de 2025. No início de maio, Dudu teve o contrato rescindiu com o Cruzeiro e assinou com o Atlético. Ele fez 17 jogos (11 como titular) e marcou dois gols nessa curta passagem pela Raposa.

Gabigol foi reserva em toda passagem de Leonardo Jardim

Ao contrário de Dudu, Gabigol permaneceu no Cruzeiro até o fim de 2025. O atacante marcou 13 gols e deu quatro assistências em 49 partidas – 23 como titular.

Enquanto Jardim foi o treinador celeste, Gabigol nunca o criticou. Após a saída do técnico, porém, ele questionou uma decisão tomada em dezembro, na semifinal da Copa do Brasil.

O Cruzeiro perdeu a ida por 1 a 0 para o Corinthians, no Mineirão, em Belo Horizonte. Na volta, venceu por 2 a 1 na Neo Química Arena, em São Paulo. Gabigol foi acionado nos minutos finais do segundo jogo e errou sua cobrança na disputa de pêhaltis, vencida pelo Timão (5 a 4).

Em entrevista ao Podpah, na semana seguinte , o atacante disse: “O treinador me colocou três minutos só para bater o pênalti. Isso influenciou? Acho que sim. Nem toquei na bola quando entrei no campo. Estava meio frio. Mas errei, isso não tem problema. Assumo.”

Trajetória de Leonardo Jardim no Cruzeiro

Jardim treinou o Cruzeiro de fevereiro a dezembro de 2025. O técnico obteve destaque principalmente no Campeonato Brasileiro, com campanha que rendeu o terceiro lugar à Raposa. A última vez que o time tinha terminado no G4 havia sido em 2014.

No Campeonato Mineiro e na Copa do Brasil, o Cruzeiro foi eliminado na semifinal. Já na Copa Sul-Americana, torneio que usou reservas em cinco dos seis jogos, a equipe foi eliminada na fase de grupos.

O Cruzeiro teve 58,2% de aproveitamento com Jardim – 26 vitórias, 18 empates e 11 derrotas em 55 jogos oficiais. A Raposa tinha contrato com o técnico até o fim de 2026, mas ele pediu demissão.

Segundo Jardim, o motivo para o fim antecipado do vínculo foram questões pessoais. O treinador optou por retornar a Portugal para tratar da vida privada e afirma que não voltará a treinar pelos próximos meses.

Carreira de Leonardo Jardim antes do Cruzeiro

Antes de chegar ao Cruzeiro, Jardim treinou: Camacha, Chaves, Beira-Mar, Braga e Sporting, de Portugal; Olympiacos, da Grécia; Monaco, da França; Al-Hilal, da Arábia Saudita; Al-Ahli e Al Ain, dos Emirados Arábes Unidos; e Al-Rayyan, do Catar.

O ápice da carreira do técnico foi no futebol francês. Na temporada 2026-17, ele desbancou um elenco estrelado do Paris Saint-Germain e levou o Monaco ao título nacional e à semifinal da Liga dos Campeões.

A equipe monegasca tinha grandes jogadores no elenco. Os astros do time eram dois atacantes mundialmente conhecidos: o veterano Radamel Falcao, multicampeão no futebol europeu, e Kylian Mbappé, que tinha só 18 anos.

Lá, Jardim também treinou o zagueiro Ricardo Carvalho, os laterais-esquerdos Fábio Coentrão e Benjamin Mendy, os meio-campistas Fabinho, Cesc Fábregas e Tiemoué Bakayoko, os meia-atacantates Bernardo Silva e Thomas Lemar e o centroavante Anthony Martial.

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