O ano de 2025 ficou marcado na memória do torcedor do Cruzeiro como o retorno definitivo ao protagonismo nacional. Afinal, sob o comando do técnico Leonardo Jardim, o time celeste alcançou um expressivo terceiro lugar no Brasileirão, quebrando um jejum de 11 anos fora do G4. No entanto, o fim abrupto do ciclo ainda desperta curiosidade.
Neste sábado (17/1), o No Ataque traz respostas. Em entrevista exclusiva, Diogo Dias, analista de desempenho e braço direito de Jardim, revela detalhes da rotina na Toca da Raposa e os bastidores de um trabalho que devolveu o orgulho ao torcedor.
Aos 30 anos, Diogo Dias é peça-chave na engrenagem do “estilo Jardim”. Na entrevista, ele detalha como foi o início da trajetória no futebol e as funções específicas que desempenhou no Cruzeiro. Mais do que observar números, Dias era responsável por traduzir os comportamentos dos adversários e potencializar o desempenho individual dos atletas celestes.
Leonardo Jardim no Cruzeiro
Jardim treinou o Cruzeiro de fevereiro a dezembro de 2025. O técnico obteve destaque principalmente no Campeonato Brasileiro, com campanha que rendeu o terceiro lugar à Raposa. A última vez que o time tinha terminado no G4 havia sido em 2014.
No Campeonato Mineiro e na Copa do Brasil, o Cruzeiro foi eliminado na semifinal. Já na Copa Sul-Americana, torneio que usou reservas em cinco dos seis jogos, a equipe foi eliminada na fase de grupos.
O Cruzeiro teve 58,2% de aproveitamento com Jardim – 26 vitórias, 18 empates e 11 derrotas em 55 jogos oficiais. A Raposa tinha contrato com o técnico até o fim de 2026, mas ele pediu demissão.
Segundo Jardim, o motivo para o fim antecipado do vínculo foram questões pessoais. O treinador optou por retornar a Portugal para tratar da vida privada e afirma que não voltará a treinar pelos próximos meses.
Para o lugar de Jardim, o Cruzeiro contratou Tite. O ex-técnico do Flamengo e da Seleção Brasileira foi anunciado pelo clube ainda em dezembro.