Tricampeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1970, Tostão analisou o momento do meio-campista Gerson. Para o ídolo celeste, embora o jogador de 28 anos tenha qualidade para disputar o Mundial de 2026, seu início de trajetória com a camisa do Cruzeiro tem deixado a desejar.
“Gerson, na vitória do Cruzeiro por 1 x 0 contra o Betim, teve novamente apenas uma boa atuação, muito abaixo da expectativa. Durante sua carreira, Gerson saiu e voltou ao Brasil algumas vezes, com atuações irregulares. Nos seus melhores momentos, foi titular da Seleção Brasileira. Por que alternou tanto? Seria desconcentração, falta de gana para se superar?”, indagou Tostão, em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo.
Apesar das críticas, Tostão acredita que Gerson pode até ser titular da Seleção Brasileira.
“Se Gerson voltar a brilhar, terá boas chances de ir ao Mundial, pois não existe um bom reserva para Bruno Guimarães, posição em que Gerson atuou contra o Betim. Ele poderia até fazer um trio com Bruno e Casemiro”, projetou.
Gerson representa um dos maiores investimentos da história do futebol brasileiro. O Cruzeiro desembolsará 27 milhões de euros fixos (R$ 167 milhões), valor que pode chegar a 30 milhões de euros (R$ 185 milhões) caso metas contratuais sejam atingidas.
Críticas a Gabigol
Tostão também não poupou críticas ao comentar a fase de Gabigol, que pertence ao Cruzeiro e está emprestado ao Santos. Com dois gols em cinco jogos no início da temporada, o atacante está longe de voltar ao auge.
“Gabigol repetiu a fraca atuação e foi substituído no último jogo do Santos. Ele teve grandes momentos no Flamengo, foi idolatrado e bastante bajulado, mas caiu de produção no próprio Flamengo e foi para o banco. O mesmo aconteceu no Cruzeiro, quando teve atuações apenas razoáveis. Nos últimos tempos, Gabigol passou a atuar muito parado, esperando a bola no pé. Ele criou um personagem famoso e o futebol no campo ficou para trás”, concluiu Tostão.