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Mineira está entre as três finalistas de prêmio de melhor jogadora do mundo

Nesta quinta-feira (22/1), foi anunciado que a atleta mineira está entre as três melhores jogadoras do mundo e pode ser a número 1

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De Campestre, cidade do Sul de Minas Gerais, para o mundo. A mineira Bruna de Paula é a grande referência do handebol brasileiro há anos e pode atingir o posto mais alto do esporte nos próximos dias. Nesta quinta-feira (22/1), foi anunciado que a armadora central está entre as três finalistas do prêmio de melhor jogadora do mundo.

Atual campeã da Liga dos Campeões de Handebol pelo Győri, tradicional equipe da Hungria, Bruna de Paula disputará o principal honraria individual do handebol mundial contra duas atletas da Noruega, país que é potência do esporte. As concorrentes da brasileira são Henny Reistad e Katrine Lunde, atletas que foram campeãs do Mundial de seleções neste ano – o Brasil caiu nas quartas.

“As nomeadas para a Jogadora Mundial Feminina do Ano da IHF 2025: Henny Travel City, Katrine Lunde e Bruna de Paula. A votação abre no domingo, 25 de janeiro”, anunciou a Federação Internacional de Handebol (IHF).

História de Bruna de Paula, atleta mineira da Seleção Brasileira de Handebol

Bruna de Paula, de 29 anos, nasceu em Campestre, cidade fria e alta no Sul de Minas. Na infância, acordava cedo para, com suas delicadas mãos, ajudar a mãe nas colheitas de café. Pelas mesmas mãos, anos depois, faz gols e jogadas desconcertantes, sendo um dos pilares da Seleção Brasileira de Handebol.

Com cinco filhas e sem marido, Marinalva, mãe da atleta, trabalhava incessantemente para garantir as melhores condições em casa. Quando Bruna não podia acompanhá-la, a mãe orientava que ficasse na escola, praticando esportes. Era uma maneira de manter a filha segura nos momentos em que não podiam estar juntas.

A partir desse incentivo, Bruna conheceu, aos 10 anos, o handebol. Foi amor à primeira vista, e a menina rapidamente chamou atenção pelo talento. Com apenas 14 anos, saiu de casa e foi para Juiz de Fora seguir o sonho de se tornar uma grande atleta. De lá, se mudou para São José dos Campos (SP), onde se profissionalizou. Era apenas o começo da carreira de uma armadora que conquistaria o mundo.

Em 2016, Bruna foi para a França, onde passou sete temporadas, antes de se juntar ao Győri, da Hungria – clube que defende desde agosto de 2023. Mesmo longe de casa, ela garante que não esquece as origens e carrega a cultura mineira por onde vai.

“Deixei Minas Gerais muito cedo, mas é meu berço, é o estado que tenho orgulho de representar, além da minha região, o Sul de Minas. Carrego a identidade mineira forte comigo, a humildade de sempre e o sorriso fácil de todo mineiro. Jamais esqueço as minhas origens”, contou Bruna, em entrevista ao No Ataque em 2024. 

A ascensão no esporte foi meteórica. Logo que pisou fora do país, a mineira foi destaque. Em 2016/2017, primeira temporada na Europa, foi eleita a melhor estrangeira no handebol do continente. Acumulou feitos na França, país que sedia os Jogos Olímpicos de 2024, e também chegou com autoridade à Hungria: vestindo a camisa 10 do Győri, conquistou a Champions League 2023/24 e repetiu a dose em 2024/25.

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