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UFC: ex-campeão analisa riscos para Amanda Nunes após desafio de lutadora mineira

Daniel Cormier analisa cenários para o futuro de Amanda Nunes no UFC depois de lesão de Kayla Harisson

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O cenário do UFC 324, evento que marcaria a histórica superluta entre Amanda Nunes e Kayla Harrison, no dia 24 de janeiro, sofreu uma reviravolta dramática nesta quarta-feira (14/1). A campeã norte-americana passou por uma cirurgia de emergência para corrigir hérnias de disco no pescoço e deve ficar afastada por, no mínimo, seis meses. Diante da notícia, o ex-lutador e comentarista Daniel Cormier reagiu aos desdobramentos, incluindo o desafio feito pela mineira Norma Dumont, que se ofereceu para salvar o card.

Para o ex-campeão dos pesos-pesados e meio-pesados do UFC, o retorno de Amanda Nunes após o hiato iniciado em 2023 é cercado de incertezas técnicas que podem ser agravadas por uma troca repentina de adversária. Em conversa com o jornalista Ariel Helwani, Cormier destacou que o tempo fora do octógono é um fator que não pode ser ignorado pela organização ao escalar uma nova oponente.

“O problema é, e o Chael Sonnen sempre defendeu esse ponto: você não melhora não fazendo algo. Então, não sabemos se Amanda Nunes é tão boa quanto era quando deixou o esporte, porque você não quer correr o risco dela perder e depois não ter a chance de fazer aquela luta contra a Kayla Harrison”.

Daniel Cormier, ex-campeão do UFC

Risco de encarar Norma Dumont

Assim que a lesão de Harrison foi confirmada, a mineira Norma Dumont, número três do ranking peso-galo feminino, prontamente se colocou à disposição para enfrentar Amanda Nunes em apenas dez dias, sugerindo inclusive a criação de um cinturão interino. No entanto, na visão de Cormier, aceitar esse duelo pode ser uma “armadilha” para o futuro comercial da categoria.

“Sinto que ela [Amanda] terá uma opção, mas não sei se, em última análise, será a decisão dela porque, cara, é algo muito maior. Você não pode fazer uma luta feminina maior do que Amanda Nunes contra Kayla Harrison. Você imaginaria que ela ainda seria capaz de vencer quase todo mundo no esporte… Mas você não pode perder essa luta por causa de todas as perguntas que não sabemos”, salientou.

Dilema do cinturão interino

Cormier também ponderou sobre a validade de transformar o possível duelo contra a mineira em uma disputa de título provisório. Para ele, a decisão do UFC deve ser baseada estritamente no tempo em que a divisão ficará paralisada.

“Se a Kayla ficar fora por apenas seis meses, você não a coloca para lutar. Mas se for durar mais de seis meses, você a coloca para lutar com a esperança de que ela ainda vença e agora você tem duas campeãs, ambas segurando cinturões. Se a Amanda for lá, lutar e vencer, mas não parecer incrível, então se torna apenas mais alguém que a Kayla Harrison vai vencer”, disse.

O UFC 324, que marca a estreia da maior liga de MMA do mundo no serviço de streaming Paramount+, mantém em sua luta principal o duelo entre Justin Gaethje e Paddy Pimblett pelo título interino da categoria dos leves. Agora, resta saber se Dana White assumirá o risco de colocar a mineira frente a frente com a maior lutadora de todos os tempos ou se preservará Amanda Nunes para o segundo semestre.

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