Roger Federer afirmou em Melbourne, antes do início do Aberto da Austrália, que está encantado com a potência e presença em quadra do brasileiro João Fonseca. Segundo o ex-número 1, o jovem se destaca pela força dos golpes e pela personalidade competitiva, características que, na visão do suíço, fazem dele um talento empolgante de acompanhar.
“O que o diferencia de muitos outros jogadores na chave é simplesmente o poder — forehand, backhand, saque e tudo o que ele consegue entregar ponto a ponto. Ele é empolgante, tem uma boa aura, é um personagem muito carismático também. Eu gosto de vê-lo jogar. O céu é o limite”, disse o suíço.
Carlos Alcaraz
Outro ponto de atenção para Federer no Aberto da Austrália é a possibilidade de ver Carlos Alcaraz conquistar o Australian Open e completar o Grand Slam de carreira aos 22 anos seria algo extraordinário para o esporte. O número 1 do mundo já tem seis títulos de Grand Slam, mas ainda não conseguiu avançar além das quartas de final no torneio australiano, o único que falta para fechar o ciclo dos quatro majors.
O suíço destacou o peso histórico do momento e comparou a situação de Alcaraz à longa espera de Rory McIlroy para conquistar o Masters no golfe. Para Federer, a pressão por completar o Grand Slam costuma acompanhar grandes atletas por anos. Durante a conversa com jornalistas, ele resumiu a dimensão da possível conquista ao afirmar: “A essa idade, completar todos os títulos de Grand Slam já seria louco”
Alcaraz estreia contra o australiano Adam Walton e tenta superar o feito de Rafael Nadal, que precisou até os 24 anos para completar o Grand Slam. Apesar da juventude, o espanhol chega como favorito e com a ambição de preencher a única lacuna relevante em seu currículo.