ABERTO DA AUSTRÁLIA

Duelo de titãs: Alcaraz e Djokovic fazem final do Australian Open

O espanhol Carlos Alcaraz e o sérvio Novak Djokovic se encontrarão, neste domingo (1°/2), pela quinta vez em uma final de torneio ATP

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A final de simples masculina do primeiro Grand Slam do ano está definida! Após duelos acirrados e memoráveis nas semifinais do torneio, os astros do tênis Carlos Alcaraz e Novak Djokovic protagonizarão mais uma decisão importante. O espanhol e o sérvio se encontram neste domingo (1º/2), às 5h30 (de Brasília), na Rod Laver Arena, em Melbourne. 

Em mais um duelo de gerações, o maior campeão de Grand Slams da história do tênis vai enfrentar o atleta mais badalado e promissor dos últimos anos.

Djokovic e Alcaraz já fizeram vários confrontos dos mais emocionantes e duradouros da trajetória recente da modalidade. Em jogos que se assemelham a ‘lutas de titãs’, o sérvio mostra que ainda não é o momento de passar o bastão. 

Para chegar à final, os astros do tênis tiveram de ir até o limite contra seus adversários nas semifinais. Alcaraz fez um jogo disputado de cinco sets contra o alemão Zverev – venceu por 3 a 2 em parciais de 6/4, 7/6 (7/5), 6/7 (3/7), 6/7 (4/7) e 7/5. 

O primeiro confronto desta sexta-feira (30/1) durou 5 horas e 27 minutos, na mais longa partida da história do Australian Open. 

Por sua vez, Djokovic também teve de superar o longo tempo de jogo, com performance de alto nível mesmo aos 38 anos – 14 a mais que o adversário, Jannik Sinner. O multicampeão venceu por 3 sets a 2, em parciais de 3/6, 6/3, 4/6, 6/4 e 6/4.

A definição da final traz duas possibilidades: o sérvio, maior campeão da história do Aberto da Austrália, pode vencer o torneio pela 11ª vez, ou do mundo do tênis conhecer um novo campeão em Melboune, já que Alcaraz jamais conquistou o Grand Slam disputado ‘down under’.

  • Novak Djokovic conquistou o Australian Open em 2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2019, 2020, 2021 e 2023.

Trajetória dos finalistas do Australian Open

Para chegar à final do Australian Open 2026, Alcaraz teve de vencer o alemão Hanfmann por 3 sets a 0 na segunda rodada; o francês Moutet, pelo mesmo placar, na terceira; e o americano Tommy Paul, também por 3 a 0, na quarta.

Nas quartas de final, o espanhol enfrentou o australiano De Minaur (6° do mundo) e avançou após bater o jogador da casa por outro 3 a 0.

Já Alcaraz chegou à semifinal sem perder nenhum set, até encontrar o alemão Zverev – perdeu dois dos cinco disputados na partida.

Por sua vez, o caminho de Djokovic teve particularidades interessantes. O sérvio derrotou o italiano Maestrelli por 3 a 0 na segunda rodada, e o holandes Van de Zandschulp pelo mesmo placar, na terceira.

Na quarta rodada, Novak venceu por W.O., já que o tcheco Jakub Mensik desistiu da partida devido a uma lesão muscular na região abdominal.

Nas quartas de final, o veterano enfrentou o número 5 do mundo, Lorenzo Musetti, e venceu mais uma vez por W.O., devido à desistência do italiano no meio da partida. O jovem de 23 anos vencia por 2 sets a 0 quando sentiu dor na perna direita e abandonou o jogo.

Vencendo por W.O. duas partidas seguidas, Djokovic foi com tudo para o duelo com Jannik Sinner, no segundo jogo desta sexta-feira (30/1).

Desempate entre Alcaraz e Djokovic

A final deste domingo entre Alcaraz, número 1 do mundo, e Djokovic, nº 4, será a quinta entre eles no circuito profissional.

Eles decidiram o título de Wimbledon, em 2023 e 2024; do Masters 1.000 de Cincinnati, em 2023; e dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

O retrospecto está em 2 a 2. 

As finais Alcaraz x Djokovic

  • Wimbledon 2023: Alcaraz venceu (3-2)
  • Cincinnati 2023: Djokovic venceu (2-1)
  • Wimbledon 2024: Alcaraz venceu (3-0)
  • Olimpíadas Paris 2024: Djokovic venceu (2-0)

Resistência de Novak Djokovic aos 38 anos

A longevidade de Novak Djokovic é uma das mais impressionantes na história do tênis e no esporte mundial como um todo. Aos 38 anos, o sérvio segue sendo um dos principais jogadores da modalidade, jogando em alto nível e derrotando os melhores adversários, muitas vezes 15 anos mais jovens que ele.

O físico e a resistência do veterano seguem surpreendendo o fã de tênis, como se repetiu nesta sexta-feira, na luta interminável pela vaga na final do Australian Open contra Jannik Sinner. Duelando com o número 2 do mundo e o vencedor da última edição do torneio, Djokovic venceu a partida de virada, em longas 4 horas e 9 minutos – sem demonstrar estar mais cansado que o adversário.

A ida de Novak para a final em Melbourne abala qualquer especulação de que esteja na hora de jogar a toalha e se aposentar. Ele já havia deixado isso claro em entrevista no último dia 17, durante coletiva de imprensa da competição.

“Ainda posso competir com os melhores. Ainda estou vivendo meu sonho. Ainda sou o número quatro do mundo. Quando chegar a hora certa, vou avisar. Por agora, estou aqui para competir”, disse o sérvio.

Novak tem 24 títulos de Grand Slams na bagagem: 10 Australian Open, 3 Roland Garros, 7 Wimbledon e 4 US Open.

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