Técnico do Praia Clube, Rui Moreira já tem em mente a “receita” para tentar vencer o Scandicci, forte time italiano que é o atual vice-campeão da Champions League Europeia, na semifinal do Mundial de Clubes Feminino de Vôlei. O duelo está marcado para este sábado (13/12), a partir das 13h30, no ginásio do Pacaembu, em São Paulo.
Ao No Ataque, o português contou que diagnosticou o ponto fraco da equipe italiana ao assistir à vitória das comandadas de Marco Gaspari sobre o Osasco na quarta-feira (10/12), que terminou em 3 a 0, mas com as duas primeiras parciais apertadas (31/29 e 25/22). Na visão de Rui, enquanto a oposta Ekaterina Antropova, considerada uma das melhores do mundo na posição, não esteve “sobrecarregada” de bolas, o Osasco conseguiu equilibrar o jogo.
Isso, para o técnico, difere o Scandicci do Conegliano, que “ataca por todos os lados” e tem menos fraquezas. O time liderado por Gabi Guimarães, ponteira capitã da Seleção Brasileira, venceu o Praia por 3 sets a 0 nessa quinta (11/12), no último jogo do Grupo A do Mundial.
O que Rui Moreira disse
“(O Scandicci) é um time com uma grande e experiente levantadora (a sérvia Maja Ognjenovic), uma grande líbero (a dominicana Brenda Castillo) e com uma grande oposta (Antropova). Principalmente essas três jogadoras são referências dentro do time, não querendo ser depreciativo com as outras”, iniciou Rui.
“Mas é um time diferente do do Conegliano, que ataca por todo lado, com todas as jogadoras. O jogo do Scandicci ficou muito provado contra o Osasco. Quando apertou, tiveram que se socorrer na oposta (Antropova). Enquanto ela não foi carregada de jogo, o Osasco jogava bem, foi disputado. Agora, a receita é a mesma. É olhar para o jogo e pensar ‘não podemos permitir que elas abram vantagem no placar'”
Rui Moreira, técnico do Praia Clube
“O placar tem que estar favorável para nós ou igual, porque se elas abrem acontece o que aconteceu ontem com o Osasco no terceiro set (25/15). Jogam tranquilas, vão para o saque, forçam mais que o normal, arriscam no ataque, já mudam três períodos de ataque, o padrão da levantadora já muda e aí fica difícil. Nós temos que deixá-las desconfortáveis e, para isso, é andar com o placar equilibrado”, finalizou o português.