VÔLEI

Vôlei: Carolana abre o jogo sobre decisão na carreira

Ex-Seleção de Vôlei, Carolana explicou um dos motivos da decisão de ir jogar nos EUA, contou bastidores da LOVB e da vivência no país

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Medalhista olímpica duas vezes pelo Brasil, a central Carolana tem vivido, neste ano, experiência inédita na carreira – jogar no vôlei estadunidense. Nessa terça-feira (3/2), a belo-horizontina de 34 anos publicou nos stories do Instagram quatro vídeos explicando um dos motivos da decisão de fechar com o Nebraska, explicando a League One Volleyball (LOVB) e contanto bastidores da vivência no país.

Ana Carolina foi anunciada pelos organizadores da LOVB em agosto do ano passado, pouco antes de anunciar a aposentadoria da Seleção Brasileira. O torneio, entretanto, é mais curto que a maioria das principais ligas do planeta – como a Superliga, no Brasil; e as ligas italiana e polonesa. O início da competição, que conta com apenas seis equipes, foi em janeiro.

Carolana joga no Nebraska ao lado da esposa, a ponteira holandesa Anne Buijs. As duas conquistaram sete títulos juntas no Praia Clube, incluindo a Superliga de 2022/23. Elas se conheceram em 2016, quando atuavam pelo Rio de Janeiro (atual Flamengo), time pelo qual ganharam a Superliga de 2016/17.

O que Carolana falou

“Oi pessoal, tudo bem? Estou um pouquinho sumida por aqui, né? Resolvi de vir compartilhar com vocês como tem sido a minha experiência nos Estados Unidos. Gera um pouquinho de curiosidade entre a minha família, os meus amigos, vocês que me acompanham por aqui também, para saber como essa liga funciona. Então vou explicar um pouquinho.

Descanso maior e um dos motivos da decisão

Para quem não sabe, eu e a Anne estamos nos Estados Unidos, disputando a liga pela LOVB, a League One Volleyball, e o nosso time é o Nebraska. E aí já tem a primeira curiosidade, que se pronuncia ‘love‘ mesmo como amor. Tem sido uma experiência muito bacana. Eu e a Anne estamos aproveitando bastante essa oportunidade de jogar uma liga um pouco mais mais curta, em que temos um tempo a mais depois que termina para poder descansar e aí retomar de novo as atividades.

Tem sido uma experiência muito legal acompanhar de perto, após tantos anos jogando contra os times dos Estados Unidos. São sempre grandes equipes, apesar de todo ano se reformularem. Continuam sempre muito fortes. Esse era um dos nossos pontos de vir para cá ver de perto, como se joga o voleibol aqui.

Carolana, jogadora de vôlei

Frio intenso nos Estados Unidos

Tem sido uma experiência legal dentro de quadra e fora de quadra também, porque é a primeira vez na minha vida que eu passo um frio de -21º. E realmente é muito frio. Tem mudado aí meus parâmetros do que é frio e calor. Quando está aí na casa dos três, quatro graus, eu e Anne já falamos: ‘Ah, hoje tá um pouquinho quente, um pouquinho mais calor, vamos andar para o treino’. Tem sido divertida essa rotina, num país novo, uma cultura nova, diferente também, experienciar um clima assim tão atípico, realmente um inverno bem rigoroso, mas estamos muito felizes.

Carolana, jogadora de vôlei

Como funciona a liga de vôlei dos EUA

A liga em si tem seis equipes. A gente joga ‘todo mundo contra todo mundo’. Esse é um diferencial também para as ligas tradicionais.Não tem turno e retorno. Jogamos várias vezes contra o mesmo time, de três a quatro, mais ou menos. E se classificam quatro para a fase final.

Nessa fase final, são disputadas as semifinais em dois jogos mais um Golden Set, se houver necessidade. É uma liga mais rápida, mas vem se provando ser também desafiadora. De janeiro para cá já sentimos como as equipes melhoraram, como a nossa equipe também já melhorou.

É uma liga realmente muito curta, mas a gente vê aí também um crescimento rápido, pela qualidade também das atletas e dos times que estão por aqui. Mas é isso, só compartilhando um pouquinho com vocês. Tem vários pontos também super interessantes, de como eles pensaram essa liga, o que eles querem atingir com essa liga também, mas eu explico para vocês uma outra oportunidade, tá bom? Um beijo, obrigado pelo carinho sempre e até mais!

Carreira de Carolana

Nascida em BH e revelada pelo Mackenzie, Carolana foi multicampeã no Rio de Janeiro (atual Flamengo) e fechou com o Praia Clube em 2018/2019, após passagem de uma temporada pelo Belediyspor, da Turquia. Lá, permaneceu até 2022/2023 e conquistou uma Superliga, três Supercopa, dois Sul-Americanos e três Campeonatos Mineiros.

Depois de deixar o clube mineiro, Carol acertou com o Scandicci, da Itália, onde se consolidou como0 uma das melhores centrais do vôlei mundial entre 2023/24 e 2024/25. Na Seleção Brasileira, a meio de rede teve carreira longeva de mais de 10 anos, conquistando a prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio (disputados em 2021) e o bronze em Paris 2024).

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