Aos 41 anos, Tifanny Abreu se tornou bicampeã da Copa Brasil de Vôlei, nesse sábado (28/2), com o Osasco. Eleita o destaque da final contra o Minas, a oposta desabafou em suas redes sociais após o confronto.
Ela destacou sua persistência e agradeceu a todos que estiveram ao seu lado. “Depois de muito esforço, de batalhas dentro e fora de quadra, de dias difíceis… eu escolhi não desistir. Escolhi continuar acreditando, mesmo quando parecia impossível.”
“Essa conquista não é só sobre o título. É sobre força. É sobre resiliência. É sobre manter a fé quando tudo tenta te fazer parar. E eu não caminhei sozinha.Minha gratidão a todos que estiveram ao meu lado, que não mediram esforços, que apoiaram, incentivaram e fizeram de tudo para que o bem vencesse”, escreveu.
Por fim, ela pontuou que acreditar é fundamental. “No fim, o que realmente importa é nunca deixar de acreditar no propósito, no trabalho e na própria capacidade. A vitória começa muito antes do apito final”, finalizou.
Semana conturbada e transfobia
O bicampeonato foi a coroação de uma semana conturbada para Tifanny. Na quinta-feira (26/2), a oposta foi alvo de transfobia por parte dos vereadores da Câmara Municipal de Londrina, que tentaram usar uma lei municipal – que apresenta diversas inconsistências – para vetar a participação da atleta da fase final da Copa Brasil. No entanto, uma liminar na Justiça seguida de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiram a participação da jogadora.
A grande responsável pela movimentação na Câmara Municipal contra a participação de Tifanny foi Jessicão, vereadora de Londrina que é do Progressistas (PP). Mesmo com a participação há anos da jogadora nas competições nacionais com aval da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), a política tentou interferir com uma lei municipal em que é relatora. E não deu certo.
Tifanny, inclusive, comentou o ocorrido após o título e mandou um recado para a vereadora. “Quando eu recebi a notícia, fiquei um pouco cabisbaixa. Mas quando vi que tinha o Brasil inteiro e metade do Paraná ao meu lado, além da CBV e clubes lutando pelo meu direito, eu me senti tão acolhida. Eu falei: ‘Senhor, eu vou fazer por merecer por todas as pessoas que estão ao meu lado’. Obrigado, CBV. Obrigado, Osasco. Obrigado a cada um que mandou o amor pra mim.”
“E eu vou falar uma coisa para a Jessicão: em vez de você se preocupar comigo jogando, preocupa com o esporte da cidade, porque o vôlei de Londrina precisa de mais incentivo. O time de vôlei daqui ficou em último na Superliga B por falta de incentivo. Então, vá buscar incentivo pra dar o esporte em vez de excluir, Jessicão, porque o seu trabalho é colocar inclusão e não exclusão.”
Quinto título do Osasco
Essa taça do Osasco em 2026 se juntou às conquistas em 2008, 2014, 2018 e 2025 e fez o time de Luizomar de Moura se tornar o maior campeão da competição de forma isolada – o Flamengo (antigo Rio de Janeiro) tem quatro títulos. Já o Minas é tricampeão (2019, 2021 e 2023) e é o terceiro no ranking.