Júlia Kudiess não imaginava que brilharia tanto na sua primeira temporada como titular da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei. Maior bloqueadora da Liga das Nações (VNL) e do Mundial de 2025, a central do Minas falou, em entrevista exclusiva ao No Ataque, sobre a responsabilidade de ser a “sucessora” de Thaisa e Carolana no time de José Roberto Guimarães.
Thaisa, companheira dela no meio de rede minas-tenista, havia anunciado o fim de sua trajetória no Brasil após a conquista da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris, em agosto de 2024. Ela tem dois ouros – em Pequim 2008′ e em Londres 2012′.
Já Carolana, titular ao lado de Thaisa em Paris, anunciou a aposentadoria da Seleção em agosto deste ano, pouco antes do Mundial.
A decisão foi comunicada pouco mais de dois meses após Zé Roberto dizer, com exclusividade ao No Ataque, que respeitava o pedido da belo-horizontina de não participar da equipe em 2025, mas colocava em dúvida o retorno dela para o resto do ciclo: “Não sei [se ela ficará fora do ciclo de Los Angeles 2028], não sei o que vai acontecer. Seleção não é lugar que você pode estar escolhendo ‘agora eu vou, agora não vou’. Em Seleção você tem que fechar um ciclo, tem que participar“.
O que Júlia Kudiess disse
“Essa temporada de seleções foi muito especial. Eu não imaginei que eu chegasse aonde eu cheguei. É claro que eu almejo muito mais, crescer muito mais, evitar alguns detalhes ali, alguns erros que ainda cometo, estou pensando em evoluir nesta temporada para quem sabe no ano que vem voltar ainda melhor.”
Júlia Kudiess, em entrevista exclusiva ao No Ataque
“É uma grande responsabilidade substituir a Carolana e a Thai, que estavam no último ano, mas eu acho que serve como inspiração para sabermos que não podemos dar mole e tentar buscar ainda mais para representar elas muito bem”, finalizou a central do Minas.