Apesar da derrota de virada para o Flamengo por 3 sets a 2 nesta sexta-feira (28/11), a partida da oitava rodada da Superliga Feminina de Vôlei teve um significado importante para Pri Daroit. A experiente ponteira de 37 anos ganhou a vaga de Glayce Kelly durante a partida no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e teve mais tempo em quadra.
Na temporada passada, Pri já não foi titular do Minas até por ter convivido com problemas físicos. A ponteira chegou a realizar um procedimento no joelho esquerdo em fevereiro e foi submetida por uma artroscopia em maio, após o fim da temporada. Já em 2025/26, ela foi mantida como suplente por Lorenzo Pintus, recém-chegado técnico italiano.
Mesmo assim, a jogadora com passagem pela Seleção Brasileira é uma importante peça do elenco minas-tenista. Como visto diante do Flamengo e em vários jogos da Superliga, Pri Daroit é acionada pelo treinador em vários momentos. E ela refletiu, em entrevista exclusiva ao No Ataque, sobre a atual função em meio ao elenco minas-tenista.
“É muito importante estar sempre preparada. Provavelmente, eu sempre vou entrar nos jogos em momentos de dificuldade para ajudar, seja no passe, no saque, no fundo de quadra, principalmente. Então, fico feliz. Treino todos os dias para fazer o meu melhor”
Pri Daroit, ponteira do Minas
E foi justamente o que ocorreu no Rio de Janeiro. Pri Daroit foi acionada no primeiro e no segundo set, e se tornou titular do Minas a partir da terceira parcial do complicado duelo. Ela fez oito pontos no clássico do voleibol brasileiro, sendo cinco de ataque, um ace e dois por meio de bloqueios. À reportagem, a atleta falou sobre os desempenhos recentes.
“Em Brasília, consegui desempenhar um bom papel, um bom desempenho, fiquei feliz. Contra o Maringá também, na hora que o time precisou, fui acionada e consegui corresponder. É isso. Estou cavando aos poucos de novo o espaço, mas estou sempre disposta a ajudar a equipe”, destacou a gaúcha.
Pri Daroit comenta a adaptação das estrangeiras do Minas
Além de refletir sobre a função no time, Pri Daroit falou sobre a adaptação das estrangeiras contratadas para o Minas para essa temporada. Nas últimas partidas, a ponteira canadense Hilary Johnson, a levantadora polonesa Julia Nowicka e a oposta Maria Khaletskaya foram até titulares da equipe de Belo Horizonte.
“[A adaptação] está muito boa. As meninas se adaptaram super bem ao Brasil, ao clube, entendendo como a gente joga, nossa filosofia. Isso prova também o nosso crescimento como equipe, por esse entrosamento de todo mundo. Isso é muito importante”, concluiu Pri Daroit ao No Ataque.
A próxima partida do Minas será na quinta-feira (4/12), às 19h30, em um novo clássico nacional. No José Liberatti, na Grande São Paulo, o Osasco receberá a equipe mineira pela 9ª rodada da Superliga Feminina de Vôlei.
Carreira de Pri Daroit
Natural de Porto Alegre-RS, Priscila Zalewski Daroit construiu uma trajetória de destaque no vôlei nacional, especialmente com a camisa do Minas. A ponteira passou quatro anos na equipe juvenil (2007-2010) e, após rodar por outros clubes, retornou em 2016 para atuar no time profissional por duas temporadas, saindo em 2017/18.
Em 2020, iniciou a sua terceira passagem por Belo Horizonte, onde permanece até hoje. Ao longo dessas idas e vindas, a gaúcha de 1,85m conquistou 13 títulos pelo Minas, além de colecionar prêmios individuais, como o troféu de melhor ponteira do Sul-Americano 2024.
Pela Seleção Brasileira, a principal conquista foi o Grand Prix de 2013. Em 2022, foi vice-campeã da Liga das Nações, perdendo a final para a Itália, e também do Campeonato Mundial, quando o Brasil foi derrotado pela Sérvia na decisão.