VÔLEI

Vôlei: Paulo Coco explica motivos da decisão de deixar o Praia

Paulo Coco fez história durante sua passagem de sete anos como treinador principal do time feminino do Praia Clube

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Auxiliar da Seleção Brasileira feminina de vôlei, Paulo Coco fez história durante sua passagem de sete anos como treinador principal do Praia Clube, onde foi multicampeão e alçado ao posto de um dos melhores técnicos do país. 

Consolidado e muito bem adaptado ao clube, Paulo Coco optou por sair de sua zona de conforto e encarar novos desafios vindos dos Estados Unidos. Em abril de 2024, acertou sua ida à LOVB, liga de voleibol norte-americana criada recentemente para o desenvolvimento do esporte no país. 

Os motivos

Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, Paulo Coco falou sobre os principais motivos para deixar o Praia Clube e acertar com o Atlanta, sua equipe atual. 

“O lado profissional falou mais alto. Era uma liga nova, que vem tentando se firmar como uma potência de liga americana. A LOVB quer ser uma liga de destaque, chegar ao nível de uma NBA, uma NFL, é objetivo de alguns anos. Era sobre explorar novos desafios, novos ambientes, novos mercados e entender um pouco mais a potência que é o voleibol norte-americano. E, assim, trazer essas informações para o voleibol brasileiro, para a Seleção Brasileira, no que a gente puder ajudar o Zé (José Roberto Guimarães)”, disse Paulo Coco.

“O voleibol feminino se tornou o esporte mais praticado por mulheres nos Estados Unidos. Isso demonstra o tamanho do esporte aqui e isso que me deu o interesse de poder vir aqui conhecer mais, tentar trabalhar e também mostrar um pouco do que é o voleibol brasileiro. É não só para o mundo, mas principalmente para os Estados Unidos”, completou.

Adaptação e elogios aos EUA 

Em seguida, Paulo Coco falou sobre sua experiência e adaptação no voleibol norte-americano. Em sua primeira temporada por lá, foi eleito o melhor treinador da liga, após conduzir o Atlanta às semifinais do torneio. 

“As dificuldades foram algumas para se adaptar. A principal é porque fui à uma liga nova, tem toda novidade, uma mudança. Requer uma adaptação, um tempo de ajuste. Mas, foi uma adaptação muito tranquila, apesar de ter várias situações muito diferentes. É como eu disse, uma liga nova, tem diversas nacionalidades na minha equipe. Eu tinha seis nacionalidades diferentes, meninas da Itália, República Tcheca, Tailândia, Cuba e Espanha. A cultura é bem diferente”, afirmou Paulo Coco. 

“Além disso, o sistema de treinamento é diferente, porque é a base deles. Eles vêm do college, do esporte universitário, onde eles são uma potência. Nos Estados Unidos, tem em torno de 800 programas universitários, o que significa dizer 800 times, por isso que é essa potência. Isso só em uma entidade, que chama NCAA, que rege o desporto universitário”, completou. 

Reconhecimento e equilíbrio da liga 

Por fim, Paulo Coco celebrou o reconhecimento obtido em seu primeiro ano nos Estados Unidos e destacou o importante equilíbrio da liga.  

“Eu acho que é sempre muito prazeroso. Quando você tem um reconhecimento individual. Obviamente foi muito comemorado por mim (título de melhor treinador), pela minha família. Realmente marcou muito profissionalmente para mim. Ter tido esse reconhecimento foi muito significativo para mim individualmente, e acredito que tenha acontecido muito em função do que a gente conseguiu fazer com Atlanta”, falou. 

“O objetivo é que essa liga se firme cada vez mais. Temos como objetivo desenvolver o nosso trabalho como equipe, eu na equipe de Atlanta, e todos os treinadores das outras equipes. E aí que entra a competição da liga, que é prazerosa. Ela tem esse equilíbrio, que é para todos terem condições iguais, mas fazer isso não é fácil. Todos desenvolvem seu trabalho no clube, mas tem uma demonstração muito importante de equilíbrio”, finalizou Paulo Coco.  

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