VÔLEI

‘Ganhei na Mega’: atleta da Superliga de Vôlei relembra episódio em que foi baleada

Jogadora de vôlei do Tijuca, Júlia Azevedo foi baleada em 23 de novembro e encarou com positividade todo o processo de recuperação

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Ao correr o risco da morte, a pessoa pode focar na possibilidade de ter protagonizado uma tragédia. Não foi o caso de Júlia Azevedo. De maneira leve, como sempre levou a vida, a oposta do Tijuca, time da Superliga Feminina, preferiu encarar o episódio em que foi baleada como um livramento, com o sorriso no rosto por ter passado por uma situação adversa sem qualquer sequela. Para a atleta, levar um tiro nas costas e já estar até próxima do retorno ao vôlei é como se ganhasse na Mega-Sena da Virada.

A serenidade da jogadora de 28 anos foi vista na entrevista exclusiva do No Ataque com a atleta. Menos de dois meses após ser baleada na Zona Norte do Rio de Janeiro – o fato ocorreu em 23 de novembro -, Júlia Azevedo está na reta final de recuperação, já sonha com o retorno às quadras e demonstrou uma forma exemplar de encarar uma tentativa de assalto.

Em vez de buscar o refúgio em lamentações, a atleta do Tijuca fez questão de manter a forma com que sempre levou a vida, como ela deixou claro. A leveza de Júlia Azevedo foi vista em cada resposta sobre o episódio traumatizante que terminou com um projétil nas costas. Para ela, o recado disso foi “seguir em frente”.

“Sempre vi a vida de uma maneira positiva, boa e entendia que tudo tem um propósito, mas, depois disso, eu estou mais ainda dessa maneira e não fico chateada em momento algum. ‘Ah, por que que isso aconteceu comigo?’ Gente, aconteceu. Temos que seguir em frente e seguir assim, tentando ser positiva a maioria do tempo. Claro que é impossível sermos positivo o tempo todo, uma hora ficamos chateado, mas não deixo as coisas da vida me derrubarem”, destacou Júlia Azevedo.

Na sequência, a jogadora da Superliga Feminina de Vôlei fez uma analogia com um assunto que estava em alta no fim de 2025. À reportagem, Júlia Azevedo se recordou dos debates populares sobre o que cada pessoa faria com o prêmio bilionário da Mega-Sena da Virada – sorteado pelas Loterias Caixa em 1º de janeiro – e destacou que o livramento de ter levado um tiro e estar bem é tão difícil e muito mais importante que ganhar o dinheiro.

“Todo mundo fala: ‘Se ganhasse na Mega-Sena da virada, o quê que eu faria?’ E para mim, eu basicamente ganhei uma Mega-Sena, porque saí do que aconteceu sem ficar com sequela nenhuma, andando, recuperando em dois meses. O que que são dois meses? Não é nada. Para mim, ganhei na Mega-Sena da virada, porque isso é muito mais importante que qualquer bilhão”

Júlia Azevedo, oposta do Tijuca


Repercussão surpreendeu Júlia Azevedo

Ainda nas lembranças de 23 de novembro, Júlia Azevedo demonstrou surpresa sobre a repercussão do fato em que foi protagonista. A atleta teve muito apoio das companheiras de Tijuca, mas não imaginava que a comoção iria além: as redes sociais da jogadora foram invadidas com mensagens carinhosas, e ela ainda revelou que foi tietada diversas vezes nos dias seguintes.

“As meninas [do Tijuca] todas me ligaram. Assim que não apareci no treino, elas estranharam. Não tinha falado ainda para ninguém, porque aconteceu tarde da noite. Elas foram muito fofas, compraram e levaram para mim, quando eu fui no jogo do Sorocaba, na quarta-feira, uma flor e doce de leite, que elas sabem que eu adoro. Então, todas elas foram muito queridas”, lembrou Júlia.

“Eu não esperava que ia ter uma repercussão desse tamanho. Achei que ia aparecer em um ou outro blog ali, mas eu não imaginei que fosse sair em tantos lugares, que eu fosse receber tantas mensagens. No Tijuca, no início, parecia celebridade. Todo mundo me parava, falava comigo. Foi bom sentir que sou uma pessoa querida, porque foi um acontecimento muito chato. Foi bom ver que as pessoas se importavam comigo. Foi importante para ficar melhor”

Júlia Azevedo, jogadora de vôlei de 28 anos

O fã de vôlei pode assistir à entrevista exclusiva do No Ataque com Júlia Azevedo no vídeo abaixo:

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